O espaço e o tempo na Estética Transcendental – Kant
Publicado por Daniel Baseggio em 19/06/2009

CRÍTICA DA RAZÃO PURA
- Um dia anterior a prova, para rememorizar o conhecimento outrora apreendido….. vamos lá!
CRÍTICA DA RAZÃO PURA – ESTÉTICA TRANSCENDENTAL : ESPAÇO E TEMPO
A sensibilidade faz a passagem do conhecimento do objeto ao sujeito, este conhecimeto se relaciona com o objeto pela intuição, mas é o entendimento que confere os conceitos destes objetos. Explicados na parte anterior sobre as duas distinções do que é o objeto; podem ser uma coisa em si, e um fênomeno. A coisa em si não pode ser conhecida, mas, o fenômeno pode, ele é uma constituição subjetiva do sensorial, por ser subjetiva necessita do entendimento para conferir seus conceitos a partir da intuição, fazendo uma análise do sentido e do conceito irá se formar o objeto do conhecimento
Das intuições puras provém a intuição empírica, ou, experiência. O objeto da intuição empírica é indeterminadamente o fenômeno, a matéria e a figura são o que permite sentir e intuir este fenômeno, é a posteriori por serem intuidos por causa da experiência, por serem de matéria empírica.
Mas, a sensação pura não diz respeito à sensação, é a priori e se apresenta para formar o fenômeno intuitivamente, também é chamada de intuição pura; trata dos conceitos do fenômenos.
A estética transcendental trata apenas da abstração dos conceitos da sensibilidade, tratará das intuições empíricas e da formação dos fenômenos. Tratará do conceito de espaço e do tempo.
O espaço é determinado como sendo exterior, pois é apreendido pelos sentidos exteriores que apreendem os objetos que estão fora do sujeito que percebe, assim sendo, não é empírico por estarem apreendidos por peio da representação de algo que é exterior ao sujeito.
É a priori, fundamenta das intuições externas. Ele é condição de possibilidade do sujeito apreender e intuir os fenômenos, representa os fenômenos externos, fundamentando uma intuição pura, pois, se encontra totalmente a priori. É uma intuição pura, é assim por dar-se na mente como condição de todos os fenômenos, é único por todos os fenômenos se darem simultaneamente nesse espaço. Por isso, o espaço é representado como uma grandeza infinita dada, é pensado como característica em comum de todos os objetos.
Na exposição transcendental do espaço, chega na afirmação de que ele dá condição para outros conhecimentos sintéticos a priori, como por exemplo a geometria, pois, trata de objetos que estão inseridos no espaço, e é uma ciência sintética a priori.
Portanto, o espaço não é uma coisa em si, é possível de apreendê-lo, é a priori, permite a intuição externa dos objetos do sentido externo. A intuição do espaço permite afirmar que onde todas as coisas, enquanto fenômenos externos estão justapostos no espaço, o espaço, assim, é condição objetiva dos fenômenos.
O tempo também não é um conceito empírico, é condição de possibilidade da simultaneidade que se dá somente no espaço, pois, este se encontra em um único e mesmo tempo; e a sucessividade, que somente acompanha o conceito de tempo. O tempo é condição de existência dos fenômenos, nele é possível toda a realidade do fenômeno, por isso também é a priori.
O tempo tem apenas uma dimensão, quando se verifica tempos diferentes podemos relacionar com a sucessividade, pois, quando observo um objeto confiro que ele existe simultaneadade no momento da percepção dele, mas na medida em que ele se apresenta em determinados momentos, também verifico que nele há a noção de tempos sucessíveis, então, nem mesmo a sucessão nem a simultaneidade podém estar separados do tempo, e nem separados da experiência possibilitando uma instrução dos dados do objeto antes da experiência.
Desse modo, o tempo também não é um conceito discursivo, é uma forma de intuição sensível, onde é possível afirmar que tempos mesmo sendo diferentes fazem parte do mesmo tempo, forma-se um tempo único. Por não derivar de nenhum conceito universal, o tempo é uma intuição. Além disso, assim como o espaço, o tempo é infinito, em sua representação é ilimitada, ou seja, quando se trabalha com o tempo, usa-se limitações de partes dele, mas ele é infinito.
A sucessividade do tempo possibilita o conceito de mudança, onde a própria intuição a priori do tempo nos condiciona à pensá-la. A sucessividade nos ensina que o mesmo objeto ocupando o mesmo lugar pode aparecer em tempos diferentes em diferentes movimentos num objeto só. Essa representação é possível pela intuição que possibilita o tempo ser um conhecimento sintético a priori.
O tempo não é uma coisa em si, as representações exteriores estão vinculadas ao espaço, mas estas representações exteriores estão vinculadas com as representações interiores, o tempo se forma no sentido interno relacionando as representações para o sujeito. O tempo age em correspondência com o espaço.
Enquanto o espaço é condição objetiva de todos os fenômenos, o tempo é condição formal dos fenômenos, porque mesmo um objeto que se apresenta na condição de exterior ao sujeito estão, de certo modo, no interior dele também, por isso, o tempo é condição formal dos feômenos internos e externos. O espaço determina a priori todos os fenômenos externos, e o tempo determina a priori todos os fenômenos internos e externos.
O tempo é válido enquanto não se abstraia a sensibilidade da intuição , ou seja, não é nada sem o sujeito que percebe, perante os objetos tem uma realidade subjetiva para o sujeito, mas objetiva para os fenômenos, porque pode-se afirmar que todas as coisas, enquanto fenômenos estão no tempo. Todos os objetos da experiência estão sujeitos ao tempo.
Portanto, o tempo nada é se abstrair o sujeito, pois, necessita da experiência para se realizar interna e externamente. Possuindo uma chamada idealidade do tempo que se refere fato do tempo não corresponder com as coisas em si. Tendo realidade objetiva para os fenômenos.
Bibliografia: Kant, I, Crítica da Razão Pura, editora Clauste-Gulbenkian, Lisboa, 2001
- Concluindo esta dissertação sobre o conteúdo da prova, afirmo:
Kant é foda!




Letícia Santos disse
O tempo na sociedade moderna parece curto demais para tantas tarefas, ansiedades e materialismo…
Rafael Cesar Cunha disse
A Estética Transcedental em Kant mostra-nos a importância que devemos dar a sensibilidade, que muito mais que a beleza em si, podemos conhecer a essência do conhecimento sem os parâmetros que nos são passados e muitas vezes captamos de maneira ingênua, que nada mais é que a capacidade de vermos as coisas como elas não são, mas como nós queremos que a mesma seja. A Estética Transcedental nos mostra que o mundo pode ser revelado até pelo silêncio do nosso intímo.
Jéssyca disse
Dicertação muito bem eladorada.
Rafael Cesar Cunha disse
Me adicione; rafaelcesarcunha@hotmail.com