Pensamentos em Palavras

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Arquivos para Julho 8th, 2009

A autodefinição cartesiana – segunda parte.

Publicado por Daniel Baseggio em 08/07/2009

 

A teoria Cartesiana da verdade

A teoria Cartesiana da verdade

 

3ºML- O SEGUNDO PASSO DA AUTODEINIÇÃO

Consiste em comparar o conhecimento pré-critico (obtido após a duvida hiperbólica) com o conhecimento agora obtido, após a veracidade do cogito. A duvida hiperbólica colocou sob suspeita a existência de qualquer coisa corpórea; a concepção pré-critica do composto corpo e alma é ceifada ao meio,

A existência pelo fato de pensar é a única coisa até o presente momento que escapa da duvida metafísica, ou, hiperbólica. Isso ocorre porque não se pode fazer com que o “eu” nada seja, enquanto o “eu” pensar ser alguma coisa.

Esse pensar dá ênfase na natureza do pensamento que se determina pelo cogito, com isso, muda o foco da questão para a natureza do pensamento.

Depois de desvincular a concepção de corpo da pré-critica sobre o composto sobra a alma, dela restou o atributo do pensamento; só o pensamento resiste à duvida.

“Eu sou, eu existo enquanto penso” denota que o pensamento é o atributo da alma; o pensamento resiste a duvida. Primeiro se pensa a alma, depois se reduz a alma ao atributo de pensar, assim, identificamos a alma com o pensamento. O conceito de alma é compatível com o conceito de corpo no que diz respeito a sua significação residual.

Ou seja, possui a anima que é algo que anima o corpo, e que não é da mesma natureza dele; o conteúdo de sua ação – a animação, se encontra no pensamento. O outro atributo além da anima é o próprio pensamento; este que é uma ação que pode colocar em duvida toda a realidade material, e seu conceito é uma expressão de indubitabilidade.

O pensamento preenche e valida o conceito de alma: ‘Ser alma é pensar; pensar é ser alma’. O que venha a ser chamado de espírito é sinônimo da alma, se refere daquela parte da alma responsável pelo pensamento.

A “coisa que pensa” deve ser entendida como ela mesmo sendo pensamento; Descartes não a usa como sinônimo na coisa que pensa a ‘coisa que entende’ e a ‘coisa que raciocina’, a coisa que pensa é o puro pensar, é uma coisa-pensamento. Novamente, com a duvida hiperbólica o que resta é o pensamento, a noção de espírito sucumbiu à duvida generalizada.

Em suas respostas a Gassendi, Descartes afirma que a alma sempre pensa: “Mas por que não pensaria ela sempre, uma vez que é uma substância pensante?” .
Quintae Responsiones, AT VII, p.356.

A afirmação do pensamento como essência da alma é igual a afirmação de que a alma é essencialmente pensamento, como afirmar que o corpo é essencialmente extensão.

 

A razão pela qual creio que a alma pensa sempre é a mesma que me faz crer que a luz sempre ilumina, (…) que o corpo, ou substância extensa, sempre tem extensão; e geralmente, que aquilo que constitui a natureza de uma coisa encontra-se sempre nela, enquanto ela existe”.
Carta a Gibeuf, 19 de janeiro de 1642, AT III, p. 478.

 Gilson afirma que entre a alma e o pensamento há uma distinta razão: “(…) a substância pensante, ou alma, não é, em sua natureza, feita de outra coisa que não seja o próprio pensamento”.
Gilson, 1987, p.303.

Aqui, o pensamento se define em termos de coisa, esta que pode duvidar da existência de todas as coisas, não pode nem atribuir-se a alguma coisa, nem duvidar de sua própria existência na medida em que pensa. Então, o pensamento é uma ação de si mesmo, e não uma ação do corpo; a reflexão é o dado originário do pensamento; por esse caráter que se define o pensamento como coisa.

Conclui-se que, como nas Respostas a Hobbes, Decartes afirma:

 

“E não digo que a intelecção e a coisa que entende são a mesma coisa, nem mesmo a coisa que entende e o entendimento, se o entendimento é tomado por uma faculdade, mas somente quando é tomado pela própria coisa que entende”.
Troisiéme Objections, AT IX, p.135.

Bibliografia: FORLIN, Enéias. A teoria cartesiana da verdade, Editora Fapesp, São Paulo, 2005.

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Dos simples prazeres da vida III

Publicado por Renato T em 08/07/2009

Ao luar, sob as estrelas, as ruas estão completamente vazias: caminhamos sozinhos, para nos livrarmos de todas as agonias. A solidão em compasso com os passos, a mente em compasso com o coração, tudo no mais perfeito sincronismo. As voltas sob o luar, a caminhada da noite,  a catarse… a textura gélida do ar, o sopro da última tragada. Dos simples prazeres, o mais esclarecedor; das simples caminhadas da noite, a lucidez.

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O MISANTROPO – Molière (poesia de amor para o amor)

Publicado por Daniel Baseggio em 08/07/2009

Molière

Molière

- folhando alguns livros em casa, me deparei com um antigo livro, o De natura rerum; em específico a passagem de O Misantropo  ocorre nas linhas 717-730, Ato II, seção IV; onde uma jovem, Eliante está censurando Alceste – o misantropo – por defender a honestidade absoluta.

A pálida ao jasmim na alvura é comparável;
A escura de assutar é morena adorável.
Tem flexibilidade e linha esbelta e magra;
Majestade em seu porte a gorda mais consagra;
A que a si não se cuida e no ar se desmazela,
Ao título faz jus de beldaed singela [beauté négligée];
Como uma deusa surge à vista que é gigante,
E a anã, da perfeição é abreviado galante;
O gênio da orgulhosa é digno de coroa;
A falsa é espirituosa; a burra é anjo de boa;
A que fala demais tem gênio encantador,
E a que não abre a boca é o expoente de pudor.
E o amante que do ardor percorre toda a gama,
Da criatura amada até os defeitos ama.

Molière

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The End – The Doors

Publicado por Renato T em 08/07/2009

À meia-noite e meia de uma quarta-feira, estou ao som de The Doors.

This is the end
Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end

Of our elaborate plans, the end
Of everything that stands, the end
No safety or surprise, the end
Ill never look into your eyes…again

Can you picture what will be
So limitless and free
Desperately in need…of some…strangers hand
In a…desperate land

Lost in a roman…wilderness of pain
And all the children are insane
All the children are insane
Waiting for the summer rain, yeah

Theres danger on the edge of town
Ride the kings highway, baby
Weird scenes inside the gold mine
Ride the highway west, baby

Ride the snake, ride the snake
To the lake, the ancient lake, baby
The snake is long, seven miles
Ride the snake…hes old, and his skin is cold

The west is the best
The west is the best
Get here, and well do the rest

The blue bus is callin us
The blue bus is callin us
Driver, where you taken us

The killer awoke before dawn, he put his boots on
He took a face from the ancient gallery
And he walked on down the hall
He went into the room where his sister lived, and…then he
Paid a visit to his brother, and then he
He walked on down the hall, and
And he came to a door…and he looked inside
Father, yes son, I want to kill you
Mother…i want to…fuck you

Cmon baby, take a chance with us
Cmon baby, take a chance with us
Cmon baby, take a chance with us
And meet me at the back of the blue bus
Doin a blue rock
On a blue bus
Doin a blue rock
Cmon, yeah

Kill, kill, kill, kill, kill, kill

This is the end
Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end

It hurts to set you free
But youll never follow me
The end of laughter and soft lies
The end of nights we tried to die

This is the end

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