O MISANTROPO – Molière (poesia de amor para o amor)
Publicado por Daniel Baseggio em 08/07/2009

Molière
- folhando alguns livros em casa, me deparei com um antigo livro, o De natura rerum; em específico a passagem de O Misantropo ocorre nas linhas 717-730, Ato II, seção IV; onde uma jovem, Eliante está censurando Alceste – o misantropo – por defender a honestidade absoluta.
A pálida ao jasmim na alvura é comparável;
A escura de assutar é morena adorável.
Tem flexibilidade e linha esbelta e magra;
Majestade em seu porte a gorda mais consagra;
A que a si não se cuida e no ar se desmazela,
Ao título faz jus de beldaed singela [beauté négligée];
Como uma deusa surge à vista que é gigante,
E a anã, da perfeição é abreviado galante;
O gênio da orgulhosa é digno de coroa;
A falsa é espirituosa; a burra é anjo de boa;
A que fala demais tem gênio encantador,
E a que não abre a boca é o expoente de pudor.
E o amante que do ardor percorre toda a gama,
Da criatura amada até os defeitos ama.




