Metafísica do Amor – Schopenhauer
Publicado por Daniel Baseggio em 26/08/2009
Em leituras passadas, faço uma reflexão sobre Schopenhauer a respeito da sua Metafísica do Amor; abaixo segue minha meditação a respeito do tema. Lembrando que estou refletindo sobre a obra dele, meu juízo se manifesta s como mediador: não concordo completamente com o abaixo citado, mas, faz muito sentido!
O amor, afirma Schopenhauer, é o impulso sexual baseado na Vontade de vida da espécie, em outras palavras, o amor é uma representação da Vontade de vida contida na éspecie humana.
De fato, os animais não-humanos não necessitam do amor para se aproximarem de seus parceiros e procriarem, mas os humanos necessita de um impurrãozinho da Vontade de vida manifesta na espécie humana. Manifesta, pois, se não houvesse tal Vontade os humanos, cheios de seus egoísmos, não se aproximariam do sexo oposto para procriar e, assim, a espécie humana estaria condenada à extinsão.
Mas, somente tal afirmação não justifica o fato do amor causar tamanha tormenta; da paixão causar tamanho desejo, e não estabelece o critério para tal desejo; não justifica o fato de ilusão causada por algo que é transcendente à nossa Vontade – a Vontade manifesta na espécie, como uma autoconservação.
Ora, na medida em que nos apaixonamos, afirma Schopenhauer, nós desejamos as qualidades presentes no sexo oposto nas quais farão parte de nossa futura cria; além disso, não iremos desejar aqueles(as) que não podem nos dar frutos e também não desejaremos aqueles(as) que nos darão frutos nos quais não correponderão com as espectativas de beleza e de vivacidade.
Assim, o amor é uma ilusão que nos aproxima do sexo oposto afim de fazer com que procriemos. Segue-se o fato de que se despoja mais consideração na cria do que no parceiro(a), isto se dá pelo fato de que o amor somente serviu para criar o fruto, neste momento não há mais o amor, somente uma consideração.
Portanto, concluindo, o amor é baseado numa Vontade maior do que a nossa – a Vontade da espécie -, manifesta ludibriando o humano à aproximação e procriação, em outros termos: na continuação de nossa espécie; escolhemos os parceiros desejando as qualidades que desejamos para nossos frutos. Assim, o amor não é algo romântico, mas sim uma ilusão.
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Publicado em 26/08/2009 às 10:05 e está arquivado em Filosofia, Livros recomendados. Com as tags : metafísica do amor, Schopenhauer. Pode seguir as respostas a esta entrada através do RSS 2.0 feed. Pode deixe uma resposta, ou trackback do seu prórpio site.




Maria da Glória L. Cunha disse
Tenho conhecimento sobre o tema, fiz trabalho academico, fico muito impressionada com a trama da natureza que envolve o homem na perpetuação da especie, sem que ele tenha privilégio algum em seu proprio favor. Devemos ser mais realistas e menos romanticos. Arthur Schopenhauer tem toda a razão, admiro-o muito pela ousadia de publicar a obra na época, o que parece que foi escrito para a nossa geração, simplesmente eternas são as suas obras…
Grata.
danbaseggio disse
Fico muito contente de ver que aqueles que são o “alvo” dos posts se manifestam.
Agradeço sua presença e sua manifestação Maria.
Minha próxima leitura dele foi a metafísica da morte, mas, assim que eu me encontrar capaz de ler o restante das suas obras o farei, pois, como você sabe, precisamos estar num certo tipo psicológico bom para lidar com Shopenhauer, caso contrário já viu não é.
Ione Aparecida dos Santos disse
Concordo plenamente.