Uma bela música…
Publicado por Renato T em 30/11/2009
Uma bela música…
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Publicado por Daniel Baseggio em 26/11/2009
…Viver é, o que você quer que seja!
…ser feliz é estar.

(Vê se dá pra ficar bravo com um sujeito desse? Parece que está sempre sorrindo).
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Publicado por Daniel Baseggio em 25/11/2009
…Uma pausa queridos amigos, revejam o dia!!!!!!!!!
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Publicado por Daniel Baseggio em 24/11/2009

Tomás de Aquino apresenta a relação entre o amor e a esperança, onde sua síntese se encontra no desespero. Tal amor nos aproxima da pelnitude, ou seja, de Deus.
Em um único ser encontram-se vários demônios denominados como uma multidão, um múltipo. Esses demônios correspondem à bondade e maldade; com esse múltiplo num único sujeito há um conflito dentro dele mesmo, acontece devido às diferentes polaridades agindo no interior do sujeito. Somente no encontro com o efetivo, com Deus, há a superação do conflito.
A relação de amor do sujeito com o efetivo faz com que expulsemos esse múltiplo de nós. Tomás articula a relação entre esperança e amor:
O amor precede a esperança, uma vez que esperamos algo bom de quem amamos. Mas a esperança também precede o amor, uma vez que esperamos amar o que virá.
(Suma, Q, 40).
No primeiro caso, o amor já é efetivo, espera-se apenas o que pode advir daquilo que é amado; no segundo, pelo contrário, quando não temos o objeto amado, mas somente esperamos para efetivar o amor. Esse amor que não acha-se o que se está esperando nos remete ao desespero, a partir dele há a esperança e o amor.
O amor trata-se de algo “cego”, pois abre-se uma perspectiva para o geral, gosta-se de tudo mesmo antes de se efetivar. O desespero não se trata de um amor sem esperança, mas sim de uma conciliação entre os dois; mesmo havendo esperança – quando se espera por algo – trata-se de uma esperança em aberto, sem a perspectiva do anseio que a esperança própriamente dita nos traz.
Aquele que ama desespera-se, pois aquele que encontra o efetivo e pleno se livra de seus demônios, esvazia-se em desespero – quando não se espera por nada. Com este desespero indica-se a expuragação dos múltiplos; o que dá sentido àquela relação com o divino é a relação de amor efetivo.
Mas, há aqueles que temem o amor devido ao desamor, pois na medida em que a relação desesperada abre uma perspectiva para o desconhecido, e, justamente por ser desconhecido teme-se uma não retribuição. O temor implica no ódio. Para aquele que sente ódio não encontra o desespero, e, logo não há amor nem efetivação da plenitude.
O ódio afasta o sujeito do Uno, volta o sujeito para a pespectiva da múltidão, dos demônios. A negação do Uno remete o sujeito aos demônios via ódio.
O ato faz com que superemos as espectativas, faz com que efetivemos as ações no presente; apenas a esperança faz com que fiquemos anseiando o futuro. O ato do amor é um particular do universal; o particular pode se tornar melhor quando consideramos a totalidade como perfeito, ou seja, somente por considerar a parte reconheceriamos imperfeição, mas, visto que as obras de Deus são expressadas pela sua existência, e nunca compreenderíamos inteiramente, reconhecer a totalidade da obra é conhecer a essência de Deus, e, portanto, é vislumbrar sua perfeição.
Quando o ato já se efetiva denota a perfeição; mantendo vínculo com a essência mantêm-se vínculo com o universal; o sujeito afasta-se do múltiplo reconhecendo o efetivo, encontra por meio do amor desesperado a efetividade do Ser.
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Publicado por Daniel Baseggio em 23/11/2009
A grande diferença entre a filosofia de Agostinho e a de Tomás está explícita na prova da existência de Deus. Em Agostinho é possível e desnecessário, enquanto para Tomás a prova da existência é possível e necessária.
Na relação entre potência (DYNAMIS) e ato (ENERGÉIA) – essência (ESSENTIA) e existência (ESSE) – há uma relação entre a divindade e suas obras; entre a origem e o fim; entre a causa e o efeito. Conhecendo a obra podemos conhecer o criador, este conhecimento da relação se manifesta no efeito da causa invisível.
Desse modo, podemos através da obra ter algum conhecimento do criador; a partir das coisas que exprimem sua ESSE podemos conhecer sua ESSENTIA. No entanto, mesmo o conhecimento da obra não traz o conhecimento completo de criador, há sempre o conhecimento aberto em novas perspectivas, em novas obras de algo que não conheço plenamente. Mantendo o laço de amor – desesperado (no sentido próprio da palavra) – com aquele que não conheço plenamente, trazemos a tona a perspectiva da confiança efetivada em um contínuo diálogo com o desconhecido.
Segundo Agostinho, o conhecimento que temos de Deus também se dá a partir da confiança e do amor. Para conhecer a Deus necessitamos da experiência mística. A ascenção da experiência pode ser dada pelo perdão.
Tal movimento de ascensão mística se dá, primeiramente, do exterior para o interior do sujeito, e, dele implicando para o superior. Essa experiência se passa pela renúncia de si, a união com o divino promove essa renúncia. Em Agostinho o conhecimento da ESSE de Deus necessita da verdade, da fé e do amor; não se trata somente da Razão, mas necessita do conhecimento da relaçãoe da passagem do múltiplo. A partir desse múltiplo, em um movimento de auto compreensão, na saída da perspectiva particular para o universal, o sujeito se reconhece como parte do Uno reconfigurando seu ser. Uma vez passado pelo movimento místico não se necessita mais da prova da existência de Deus, em Agostinho essa prova se torna desnecessária.
No entanto, em Tomás, a prova da existência de Deus é necessária mesmo não sendo totalmente evidente para o homem. Se o sujeito fosse agir somente sob estado de ascensão, a ESSE de Deus não seria comprovada e manifesta para aquele que não encontrou esse estado místico. Desse modo, podendo as obras serem conhecidas pelo sujeito, mesmo sem ascensão mística, pode-se abrir a perspectiva para conhecer a ESSE de Deus.
A evidência das obras idica aquilo que advém do criador invisível; por conseguinte, pela evidência podemos obter o conhecimento da obra para, posteriormente, introduzir a fé e o amor. Esse conhecimento sempre se mantêm em aberto, pois a ESSE de Deus não se esgota; tal perspectiva sempre implicará na abertura, no amor, assim como a perspectiva sempre se mantererá presente.
Portanto, por conta disso, pelas evidências, pelas obras, tarna possível conhecer a ESSENTIA de Deus, pois na medida em que tais obras manifestam a ENERGÉIA de Deus, e o conhecimento da ESSENTIA advém do conhecimento da ESSE, quando obtemos a abertura constante da pespectiva de suas obras conhecemos a ESSE de Deus.
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Publicado por Renato T em 15/11/2009
Só descobriras que estavas vivo quando tu estiveres deitado em teu leito de morte
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Publicado por Myrna Singer em 14/11/2009
Há algo de absurdo em tudo isto, de fato, há algo que não nos faz submergir da réstia de seres que somos.
Quando pensamos em nós mesmos, somos o pensamento em forma egocêntrica, achamos sempre que estamos para o mundo, e nunca que o mundo está para nós. A visão que é prova cabal de nossa centralização em nós mesmos.
Esquecemos que somos orgânicos, que somos o inicio, o meio e o fim, pensamos que seremos imortais por nossas ações, por nossos amigos, por tudo aquilo que nos faz sermos o que somos.
A verdade é que o fim vem para todos, e pensamos que apenas nisto é que estamos seguros de nossa igualdade, mesmo não desejando nunca que aconteça. E neste ímpeto de diferenciar-se criamos a fantasia de nosso próprio velório, repleto de pessoas…de nosso enterro, repleto de angustia…de nossa própria campa, repleta de flores.
Hipocrisia…o velório será como tantos outros, o enterro com tanta terra quanto tantos outros e a campa, ornada apenas duas ou três vezes por ano…como tantas outras.
Mal sabemos que somos um instante no universo.
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Publicado por Renato T em 07/11/2009
— Mais chá?
— Sim, por favor — respondeu o garoto.
— Senta um pouquinho, ficar em pé vai te cansar cedo ou tarde.
— É chá de quê? Ah… e sobre o que estávamos falando?
O velho sorri ligeiramente e engata:
— Não me lembro mais. Essa minha memória já não é mais a mesma. E também não faz diferença.
— Como não faz diferença? Era algo importante…
— E que diferença isso faz? Logo mais você também vai esquecer e acabará um velho moribundo, como eu, se lamuriando das coisas que ficou cavucando para encontrar e que descobriu não serem tudo que esperava. Não é melhor deixar as coisas correrem mais naturalmente ao invés de tentar modifíca-las o tempo todo?
— Ué, não acha que eu perderei muito mais se esperar que as coisas venham até mim ao invés de correr atrás delas?
O rapaz toma um gole de chá, se senta e se reencosta na poltrona bem acolchoada. Agora era como se a conversa tomasse ares mais leves, quando, na verdade, se mostrava cada vez mais e mais densa. Reparava na meia-luz que entrava pela janela e refletia na xícara de chá sobre a pequena mesa. Daonde olhava era engraçado ver as cores verdes do chá se espelhando sobre o mogno.
Conforme puxava a xícara para seu colo, viu o silêncio transparente que o velho senhor exaltava. Tomou fôlego e continuou:
— De que vale uma vida direcionada por rédeas guiadas por mãos invisíveis?
De subito os olhos do velho arregalaram-se, como se aquela verdade sagrada fosse incontestável, afinal, “como poderia ser diferente”?
— O senhor acha que está tudo escrito? Me diga: não poderia ser diferente se o senhor quisesse?
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Publicado por Renato T em 03/11/2009

Gosto de estrelas: elas colocam-nos de volta nos nosso lugares.
Estão aí três estrelas, de três constelações visíveis agora no verão: Procyon (da constelação de Canis Minor), Betelgeuse (da constelação de Orion) e Sirius (da constelação de Canis Major). As três são as mais brilhantes da foto e formam uma pirâmide de ponta cabeça, com Sirius sendo a ponta de baixo, Procyon a da esquerda e Betelgeuse a alaranjada da direita.
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Publicado por Myrna Singer em 02/11/2009

Este verso abstrato que carrego no peito,
Cansado sem leito, frio, divinal.
É da alma alimento, do corpo o manto,
É um lúdico canto na luz do umbral.
Só assim eu encubro de forma rasteira,
Minha alma faceira e meu riso flamante.
Dou forma ao medo ao sonho e a loucura,
Ao mal que perdura e me faz sitiante.
Desnudo das chagas a fome tétrica.
Em oração métrica a vida me acena:
Para calar dos sepulcros o longe ruído,
Para secar o fluido que na alma envenena!
Myrna R R P
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