Pensamentos em Palavras

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Bacon – Prefácio ao Novo Organum

Publicado por Daniel Baseggio em 25/03/2010

 Uma bela aula introdutória…

 Bacon, em sua obra o Novo Organum, critica os dogmáticos e os antigos pensadores que acreditavam conhecer a natureza por completo; acreditavam que seu conhecimento estaria acabado, por exemplo os aristotélicos. Esses, os alvos da crítica baconiana, não investigavam a natureza de maneira adequada. Mesmo os céticos, opostos aos dogmáticos, não avançavam com sua ataráxia; a chamada acatalepsia cética se refere ao pirronismo, a negação da possibilidade de alcançar a verdade, gerando  a indiferença tranquila e desapaixonada que caracterizava um certo número de filósofos. Em Bacon a duvida pensante é incontornável na busca do conhecimento.
 O método baconiano é fácil na teoria, mas, difícil na prática. Consiste principalmente em estabelecer os graus de certeza introduzindo a exeperiência, a percepção e a conceitualização. Bacon acredita que o alcance do método vêm depois que nos livramos dos Ídolos (preconceitos). A primeira parte de sua crítica baseia-se na teoria dos Ídolos; o autor fará um diagnóstico da mente para construir uma positividade; deve haver um conhecimento vinculado à natureza e não isolado dela. A filosofia da natureza deve se apoiar na própria natureza; nisto consiste parte de sua crítica aos dogmáticos ( na desvinculação do homem com a natureza).
 A ciência deve produzir uma nova natureza. Deverá criar instrumentos e processos para a reflexão da natureza; há no homem um poder para criar condição para novas naturezas, em Descartes, o homem é senhor da natureza; o método baconiano é, sem duvida, inovador.
 A filosofia proposta por Bacon, o autor mesmo adverte, terá traços de retórica e não será para o senso comum; servirá de exemplo para o futuro.
 Encontramos em sua obra dois métodos: o primeiro sujere o cultivo das ciências, método proveitoso pelo acesso à natureza pela ação; o segundo para a descoberta científica. A antecipação da mente se refere ao cultivo das ciências. A interpretação da natureza se refere à decoberta da ciência; desse modo, Bacon criará novas naturezas devido a interpretação da experiência.
 Portanto, para fechar o prefácio da obra, o autor nos afirma que os homens devem restaurar o saber e as ciências. O Livro I será feita a crítica à filosofia sancionada, desmontando a teoria dos Ídolos; o Livro II mostrará a filosofia afirmativa e positiva de Bacon.

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