Haviam tantas palavras bonitas
agora elas não encontram moradia
Um paraíso contínuo e longe de tudo
é lá que tantos verbos encontra desfeixo
Poderei virar a página e escrever uma canção
ou contiunuarei vagando de coração à coração
Sem medidas ou meios
Apenas vontade nos olhos
Vontade de ser livre, ou medo de tentar?
Desejos inconstantes
ou impulsividade delirante?
Qual seu demônio?
Magina, nem penso em estar
apenas aproveito o tempo de amar
Só por um instante, um verbo, um lar
Algum outro lugar para se esconder, para morar.



