Os melhores poemas de amor, são aqueles que não precisam de letras, papeis e canetas para serem escritos; mas que, mesmo assim, duram a eternidade, vagando de boca em boca.
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Mais um aforismo
Publicado por Renato T em 29/01/2010
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j’ris pas, j’pleure pas et j’dis rien
Publicado por Renato T em 21/01/2010
Vi isso aqui ontem, em uma revista francesa. São de Claude Lévêque.
Eu não rio;
Eu não choro;
Eu não digo nada.
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A imagem mais distante do universo.
Publicado por Renato T em 09/12/2009
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Gilby Clarke – Tijuana Jail
Publicado por Renato T em 07/12/2009
Música boa pra começar a semana
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Enjoy the Ride
Publicado por Renato T em 30/11/2009
Uma bela música…
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Vida e Morte
Publicado por Renato T em 15/11/2009
Só descobriras que estavas vivo quando tu estiveres deitado em teu leito de morte
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Diálogo com um moribundo.
Publicado por Renato T em 07/11/2009
Diálogo com um moribundo.
— Mais chá?
— Sim, por favor — respondeu o garoto.
— Senta um pouquinho, ficar em pé vai te cansar cedo ou tarde.
— É chá de quê? Ah… e sobre o que estávamos falando?
O velho sorri ligeiramente e engata:
— Não me lembro mais. Essa minha memória já não é mais a mesma. E também não faz diferença.
— Como não faz diferença? Era algo importante…
— E que diferença isso faz? Logo mais você também vai esquecer e acabará um velho moribundo, como eu, se lamuriando das coisas que ficou cavucando para encontrar e que descobriu não serem tudo que esperava. Não é melhor deixar as coisas correrem mais naturalmente ao invés de tentar modifíca-las o tempo todo?
— Ué, não acha que eu perderei muito mais se esperar que as coisas venham até mim ao invés de correr atrás delas?
O rapaz toma um gole de chá, se senta e se reencosta na poltrona bem acolchoada. Agora era como se a conversa tomasse ares mais leves, quando, na verdade, se mostrava cada vez mais e mais densa. Reparava na meia-luz que entrava pela janela e refletia na xícara de chá sobre a pequena mesa. Daonde olhava era engraçado ver as cores verdes do chá se espelhando sobre o mogno.
Conforme puxava a xícara para seu colo, viu o silêncio transparente que o velho senhor exaltava. Tomou fôlego e continuou:
— De que vale uma vida direcionada por rédeas guiadas por mãos invisíveis?
De subito os olhos do velho arregalaram-se, como se aquela verdade sagrada fosse incontestável, afinal, “como poderia ser diferente”?
— O senhor acha que está tudo escrito? Me diga: não poderia ser diferente se o senhor quisesse?
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Estrelas
Publicado por Renato T em 03/11/2009

Gosto de estrelas: elas colocam-nos de volta nos nosso lugares.
Estão aí três estrelas, de três constelações visíveis agora no verão: Procyon (da constelação de Canis Minor), Betelgeuse (da constelação de Orion) e Sirius (da constelação de Canis Major). As três são as mais brilhantes da foto e formam uma pirâmide de ponta cabeça, com Sirius sendo a ponta de baixo, Procyon a da esquerda e Betelgeuse a alaranjada da direita.
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SONETO VII
Publicado por Renato T em 30/10/2009
SONETO VII
Ardor em firme coração nascido,
pranto por belos olhos derramado;
incêndio em mares de água disfarçado;
rio de neve em fogo convertido:
Tu, que em um peito abrasas escondido;
tu, que em um rosto corres desatado:
quando fogo, em cristais aprisionado;
quando cristal em chama derretido:
Se és fogo, como passas brandamente?
Se és neve, como queimas com porfia?
mas aí, que andou Amor em ti prudente!
Pois, para temperar a tirania,
como quis que aqui fosse a neve ardente,
permitiu parecesse a chama fria.
(Gregório de Matos)
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