Pensamentos em Palavras

Só mais um blog na internet…

Archive for Julho, 2009

Mais um

Posted by Daniel Baseggio em 31/07/2009

 Haviam os dias em que sentia o pesar da noite, consigo, máscaras em faces – o inimigo se aproxima. Sinto um bafo quente, calor em meus joelhos; estou em pé, ainda relutando.
 Se fosse um sonho, não iria me lembrar quando acordasse. Mas ainda teimo em me inspecionar, afim de encontrar a dama da noite. Deitado, a luz é baixa; sombras deslizam a parede do meu quarto. Porém, durmo solitariamente, enclausurado nesses devaneios.
 Feliz foste o homem a te encontrar -dizia!
 Mas ainda, se foste o estranho que, dentre a multidão, se opusera a te esperar. Mas, como louco que sou, te busco entre olhares. Saio e me vaio, a cada vão desencontro  que tenho olhando meu reflexo no espelho. Temo que a imagem que se encontra, amanhã não mais exista.
 E concluo: nessas horas, que desprezo sinto; não me encontro só, ainda amigos calculam os danos da perda, sabem que mais um não é o topo, por isso todos, como um, ousam sonhar.

Anúncios

Posted in Outros Pensamentos | Leave a Comment »

Mais chá?

Posted by Rafa de Souza em 31/07/2009

Posted in Nonsense | Leave a Comment »

Inspiração.

Posted by Rafa de Souza em 31/07/2009

O vento que sopra no teu rosto trás consigo as palavras: “pense, pense, pense”. Como uma gota d’água, que irradia uma pequena onda, pingada em um copo que quase transbordava, a inspiração vem e se alastra. Começa com um vento no rosto ou o brilho de algumas estrelas nos olhos. Toma conta da face, muda sua expressão. Chega ao peito e inunda o coração; sente o estômago diferente? Aos poucos se alastra para as pernas, que começam a se agitar; e para os braços. Com o tempo chega à mão. Depois, aos dedos e a caneta que estes seguram. Então, finalmente, o corpo transborda e derrama palavras sobre o papel.

(Ouvindo os sussuros de  “Us and Them”, do Pink Floyd, trazidos pelo vento)

Posted in Outros Pensamentos | Com as etiquetas : , | Leave a Comment »

AGOSTO

Posted by Daniel Baseggio em 30/07/2009

agosto

 

– Alguns pensamentos sobre o mês de Agosto, estes foram de anos anteriores, porém muito do que fora dito ainda permanece com duvida, e muito fora resolvido.

Às vezes um tempo para pensar não é mal;
O pesar dos ponteiros ferindo-me;
E com o tempo, acabo por me perder.
Se caminho, caminho consciente, inocente;
E de lá, ainda vejo a ponte que estou construindo;

Como posso me deslocar se ainda estou preso neste tempo?
Penso, logo não posso desistir;
Não agora que posso entrar num paraíso qualquer;
Se for um sonho, não me acorde!

Deixemos de ver o passado que já se foi, este que contraria nossa presente razão!
Nesse mês que é atormentado desde o ínicio, me constrange a demonstar alguns pensamentos:

– No decorrer do tempo, mantendo uma posição de observador e contemplador (posição que naturalmente não opto), pude sensivelmente absorver um completo desprezo pelo alienalismo. Habitualmente não opunha forças contra tal, mas pude atentamente com ataraxia manter-me simulando um desentendimento por aquilo que nos prende.

Do ponto que me refiro aos dogmas e religiões mantenho-me ao ponto de recusar toda a crença imposta, e, denominá-la como sendo fruto de alienação, colocando-o numa posição de humilhação sempre que precisa de algo. Será que ele obtém resultado?

Felicidade ou delírio? Qual a denominação da palavra “para sempre”? Descrevo-a como não-temporal, pois a palavra sempre provém de algo que não tem fim; é um paradoxo! Deixo aqui relatado que tal felicidade é um fenômeno da ausência da tristeza do presente momento. Não pode ser para sempre, pois, não é incorruptível. Não afirmo que não sou feliz, mas a incerteza do exato momento  é por causa da palavra “para sempre”. Dissolver este paradoxo é algo que procuro.

Amor: sentimento dos privilegiados; talvez tenhamos uma vez só na vida, as outras são só desperdícios; o amor provém de um sentimento de dor, ausência, muitas vezes até de mágoa; em outras palavras, é alienação também. Mas, como abolir?

Por Daniel

Posted in Contos, Escritos, Outros Pensamentos | Leave a Comment »

Wonderland

Posted by Rafa de Souza em 30/07/2009

Já que não teremos aulas por mais uma semana, quem sabe uma viagem ao país das maravilhas fizesse bem — Imagino que eu não seja o único que tenha apresso pelo non-sense.

Ladies and gentlemen, welcome to… Wonderland!

onde as things doesn’t make o menor sentido!

Ah! jubilo ter uma cópia em pdf do alice no país das maravilhas em inglês, aqui, comigo, neste exato momento! Aqui está, para aqueles que nunca se motivaram a ler: Alice’s adventures in wonderland

Para começar: ‘Why is a raven like a writing-desk?’. Quem sabe a resposta não seja tão fácil assim, não é Alice? Um corvo e uma escrivaninha?

Uma reflexão sobre lógica (ou palavras) na terra onde ela não existe!

‘Do you mean that you think you can find out the answer to it?’ said the
March Hare.
‘Exactly so,’ said Alice.
‘Then you should say what you mean,’ the March Hare went on.
‘I do,’ Alice hastily replied; ‘at least–at least I mean what I say–that’s
the same thing, you know.’
‘Not the same thing a bit!’ said the Hatter. ‘You might just as well say
that “I see what I eat” is the same thing as “I eat what I see”!’

O que quero dizer, não é, necessariamente, o que eu digo. Veja, isso é genial! Para se brincar com palavras — o que é algo divertidissimo para se fazer quando não se tem nada para se fazer — devemos dizer o que dizemos, e não o que não queremos dizer, de modo que o outro entenda o que queremos que ele entenda, e não o que ele quer entender. E olhe que isso é extremamente difícil de se fazer!, afinal, as palavras tem o sentido daquele que escuta, e não o sentido daquele que as profere. Discordam?

‘You might just as well say,’ added the March Hare, ‘that “I like what I
get” is the same thing as “I get what I like”!’
‘You might just as well say,’ added the Dormouse, who seemed to be
talking in his sleep, ‘that “I breathe when I sleep” is the same thing as “I
sleep when I breathe”!’

Tentar se justificar/explicar para os outros é, também, um trabalho de sísifo! Gosto de explicar as comparações; mas, se me explicar não faz sentido algum, então para que faria isso? Certo?

‘It IS the same thing with you,’ said the Hatter, and here the conversation
dropped, and the party sat silent for a minute, while Alice thought over all
she could remember about ravens and writing-desks, which wasn’t much.

Mais divertido é conduzir o interlocutor aonde você quer que ele chegue (AI DE QUEM FALAR QUE ISSO É O MESMO QUE DIZER O QUE QUERO DIZER)!

About Time:

‘Have you guessed the riddle yet?’ the Hatter said, turning to Alice again.
‘No, I give it up,’ Alice replied: ‘what’s the answer?’
‘I haven’t the slightest idea,’ said the Hatter.
‘Nor I,’ said the March Hare.
Alice sighed wearily. ‘I think you might do something better with the
time,’ she said, ‘than waste it in asking riddles that have no answers.’
‘If you knew Time as well as I do,’ said the Hatter, ‘you wouldn’t talk
about wasting IT. It’s HIM.’

O que é o tempo? VOCÊ tem a resposta? Eu diria que o tempo é o presente — passado e futuro não existem –, ponto. Alguns dizem que é finito, infinito, limitado, ilimitado, cíclico, espaço tempo ou qualquer outro… quem está certo? bom, demos tempo ao tempo para ele se revelar…

‘I don’t know what you mean,’ said Alice.
‘Of course you don’t!’ the Hatter said, tossing his head contemptuously.
‘I dare say you never even spoke to Time!’
‘Perhaps not,’ Alice cautiously replied: ‘but I know I have to beat time
when I learn music.’
‘Ah! that accounts for it,’ said the Hatter. ‘He won’t stand beating. Now,
if you only kept on good terms with him, he’d do almost anything you liked
with the clock. For instance, suppose it were nine o’clock in the morning,
just time to begin lessons: you’d only have to whisper a hint to Time, and
round goes the clock in a twinkling! Half-past one, time for dinner!’
(‘I only wish it was,’ the March Hare said to itself in a whisper.)
‘That would be grand, certainly,’ said Alice thoughtfully: ‘but then–I
shouldn’t be hungry for it, you know.’
‘Not at first, perhaps,’ said the Hatter: ‘but you could keep it to half-past
one as long as you liked.’
‘Is that the way YOU manage?’ Alice asked.
The Hatter shook his head mournfully. ‘Not I!’ he replied. ‘We quarrelled
last March–just before HE went mad, you know–’ (pointing with his tea
spoon at the March Hare,) ‘–it was at the great concert given by the Queen
of Hearts, and I had to sing

Uma dica e tanto, ahn? Se comunicar com o tempo… Quem sempre tem pressa está em desavença com o tempo. “é tarde, é tarde, é tarde”? Melhor levar as coisas com calma e entrar em concordância como ELE.

Meu nonsense

Um mundo está de ponta cabeça, mas quem sabe você só esteja olhando para ele através de uma lente quebrada! Tudo tem lógica… ou não! esse é o engraçado. Em um mundo sem lógica coisas são e não são. O “ou é ou não é” não vale. Coisas são e não são! Palavras são e não são. Esse é o belo do nonsense. O nonsense não diz nada, mas, enquanto o interlocutor quer, o nonsense é o meio mais sensato de se comunicar.

‘Who are YOU?’ said the Caterpillar.
This was not an encouraging opening for a conversation. Alice replied,
rather shyly, ‘I–I hardly know, sir, just at present– at least I know who I
WAS when I got up this morning, but I think I must have been changed
several times since then.’
‘What do you mean by that?’ said the Caterpillar sternly. ‘Explain
yourself!’
‘I can’t explain MYSELF, I’m afraid, sir’ said Alice, ‘because I’m not
myself, you see.’
‘I don’t see,’ said the Caterpillar.
‘I’m afraid I can’t put it more clearly,’ Alice replied very politely, ‘for I
can’t understand it myself to begin with; and being so many different sizes
in a day is very confusing.’

‘Cheshire Puss,’ she began, rather timidly, as she did not at all know
whether it would like the name: however, it only grinned a little wider.
‘Come, it’s pleased so far,’ thought Alice, and she went on. ‘Would you tell
me, please, which way I ought to go from here?’
‘That depends a good deal on where you want to get to,’ said the Cat.
‘I don’t much care where–’ said Alice.
‘Then it doesn’t matter which way you go,’ said the Cat.

Todas as coisas tem um significado, mesmo que ele não se apresente como uma resposta. Essa é a lógica das coisas sem sentido. A compreensão do nonsense se da através de você mesmo e do que não faz sentido. É uma síntese. Todo o sentido vem de dentro, não de fora.

‘so long as I get SOMEWHERE,’ Alice added as an explanation.
‘Oh, you’re sure to do that,’ said the Cat, ‘if you only walk long enough.’
Alice felt that this could not be denied, so she tried another question.
‘What sort of people live about here?’
‘In THAT direction,’ the Cat said, waving its right paw round, ‘lives a
Hatter: and in THAT direction,’ waving the other paw, ‘lives a March Hare.
Visit either you like: they’re both mad.’
‘But I don’t want to go among mad people,’ Alice remarked.
‘Oh, you can’t help that,’ said the Cat: ‘we’re all mad here. I’m mad.
You’re mad.’
‘How do you know I’m mad?’ said Alice.
‘You must be,’ said the Cat, ‘or you wouldn’t have come here.’
Alice didn’t think that proved it at all; however, she went on ‘And how
do you know that you’re mad?’
‘To begin with,’ said the Cat, ‘a dog’s not mad. You grant that?’
‘I suppose so,’ said Alice.
‘Well, then,’ the Cat went on, ‘you see, a dog growls when it’s angry, and
wags its tail when it’s pleased. Now I growl when I’m pleased, and wag my
tail when I’m angry. Therefore I’m mad.’

Como sintetizar? Lembre-se do que o Dormidongo disse. Mas “‘That I can’t remember,’ said the Hatter”. É realmente uma pena…

One pill makes you larger
And one pill makes you small,
And the ones that mother gives you
Don’t do anything at all.
Go ask Alice
When she’s ten feet tall.
And if you go chasing rabbits,
And you know you’re going to fall,
Tell ‘em a hookah-smoking caterpillar
Has given you the call.
Call Alice
When she was just small.
When the men on the chessboard
Get up and tell you where to go,
And you’ve just had some kind of mushroom
And your mind is moving low,
Go ask Alice;
I think she’ll know.
When logic and proportion
Have fallen sloppy dead,
And the White Knight is talking backwards
And the Red Queen’s “off with her head!”
Remember what the dormouse said:

“Feed your head. Feed your head. “

Posted in Livros recomendados, Música, Nonsense, Outros Pensamentos | Com as etiquetas : , , , , , , | Leave a Comment »

Ansiedade inocente

Posted by Daniel Baseggio em 27/07/2009

ansiedade 

Eu vejo um céu azul em dois olhos castanhos;
Brilho das estrelas em sua mente;
Ela me estendeu sua mão.

Agora ajuda-me a me estabilizar;
Olhava dentro de mim;
Quer abusar de mim;
Darei o que ela quer.

Se ela quiser minha inocência, darei meu coração;
Se ela quiser meu sexo, darei vários orgásmos;
Se ela quiser a eternidade, darei minha alma.

Então, você que ouve seus fantasmas;
Acha que está num sonho com um céu colorido;
Estrelas e feixes de luzes.

Procura o porta-retratos e esquece do tempo que te feriu;
Imagine se não houvesse dor, para que o amor?

Sento sozinho.
Sozinho não, você está comigo, em minha mente;
Esta que, antes vazia e perturbada;
Hoje ansiosa e entusiasmada.

Posted in Escritos, Poesias | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

A tempestade

Posted by Rafa de Souza em 27/07/2009

Um vento sopra nas janelas — dias de tempestade sempre trazem nuvens escuras e ventos cortantes. Mas num quarto fechado e com pouca luz não é a tempestade que atormenta.

O corpo jaz morto enquanto a mente, viva, se espalha. Isso não condiz com a sanidade.

Se tuas pernas se recusam a se mover, se tuas mãos se recusam a se movimentar, então como poderá ele sair dessa letargia? A mão só suporta o cigarro, nem mesmo a vontade de levá-lo a boca existe.

Vive um conflito — um conflito de forças ocultas. Como dois buracos negros, que dançam um com o outro sem nunca se sobreporem ou se ofuscarem, sua consciência conflita com ela mesma. Não são um só, mas deveriam — seria tão mais fácil assim. Uma dança eterna na qual as faces se alternam: bailam indiscriminadamente e de modo tão próximo! de modo que, aos que observam de longe, tudo parece uma única coisa, uma única face. Mas o semblante, tingido de cores claras, apresenta uma tranqüilidade inexistente. Nesse ritual sua mente se autodestrói, se consome por inteira, tornando o corpo inerte. É uma guerra que terá conseqüências aterrorizantes: a explosão sempre acaba por estilhaçar também o recipiente.

Todas essas questões o imobilizam.  O olhar, antes vivo, agora aparenta ser somente uma foto — resquícios de algo que já se perdeu. O sorriso que se apresentava o tempo todo, agora inexiste. As mãos sempre próximas aos olhos, escondendo o rosto. Os lábios sempre secos e a voz sempre trêmula.

“Por quê?” e “o quê?!” é o que sua mente se pergunta a si mesma. “Por quê!?”, “Por que não consigo?” são perguntas banais, mas que exprimem a pior das angústias. Mas não são todos os olhos que revelam os conflitos da alma.

Ele quer gritar, mas a voz não sai — qualquer grito, por mais ensurdecedor que fosse não faria jus ao que ele sente.

Ele quer chorar, mas seus olhos estão secos. Choraria lágrimas invisíveis.

A vontade de tossir uma fumaça inexistente e a ânsia de vomitar tudo, mesmo seu estômago estando vazio, e seu peito limpo, não o abandonam.

Levanta os olhos e vê sua imagem refletida no espelho, ao lado da cama onde está sentado. Suas feições são calmas, tranqüilas. Se por um momento sua mente escapasse de seu corpo tudo se estilhaçaria. O espelho, o quadro, a TV, tudo! Nos olhos do espelho vê o próprio caos: conflitos, estouros, explosões, coisas sendo lançadas, e puxadas até sumirem. Mas o véu de seus olhos negros encobre esse caos, que só é revelado pelo reflexo de um homem diante de sua própria imagem. Por um momento vê sua imagem estilhaçada no espelho e todos seus demônios, antes mínimos, tomam proporções gigantescas; mas ele continua algemado, refém de seu próprio inferno. Está inteiro por fora, despedaçado por dentro.

Seus olhos secos deveriam jorrar! e sua voz deveria sair garganta a fora!, a tosse deveria expulsar a fumaça e o vômito deveria retirar toda a comida indigesta; mas não é isso que acontece… Os cacos do espelho não podem ser jogados fora para que o lugar se limpe e se construa outra coisa melhor. E isso é um absurdo! Não deveria ser assim… e ele sabe. E, por um instante — um único instante — os olhos ficam marejados, e a voz parece suficientemente alta.

Os olhos que fitavam o reflexo de um homem no espelho agora são tomados pelo caos que antes era refletido. Seu corpo se curva para se levantar novamente em um impulso brusco e estraçalhar sua imagem, libertando-o de suas algemas. As lágrimas brotam e a voz começa a sair. O caos que antes destruía tudo dentro do espelho agora é real. O quadro se despedaça, a TV é jogada no chão e todo o resto destruído. Suas lágrimas enfraquecem seus demônios e seus gritos os exorcizam. Todos vão, aos poucos, sendo atirados para fora dele, expulsos de si para o mundo. Com o tempo o caos da lugar, novamente, a ordem. Uma mente exausta é o que sobra.

O vento que sacudia as janelas cessou e a chuva cai mais fraca agora. A tempestade se foi: choveu junto com o caos encarcerado.

Renato T 27/07/2009

Posted in Contos, Escritos, Outros Pensamentos | Com as etiquetas : , , , | Leave a Comment »

Decisão

Posted by Daniel Baseggio em 27/07/2009

…Imagem, som, fúria…

Algumas palavras de conforto para alguém que por ansiedade sofre, atormenta o sol por ele não conseguir escolher as palavras. Mas, o sentido dos sentidos parecem confundir-lhe.

Oh homem, condenado a decidir a todo momento , mesmo quando não quer decidir, ela vêm com suas perícias e nos persuade com muita habilidade. Ora, se não quero tentar, qual o mal? Apenas decidir-me me faria crer que sou bom?

Essa maldição que acompanha nossa raça nos demonstra o quanto somos obrigados a fazer algo, mas, não quero magoar a ninguém; também não quero cair na fúria da decisão. O que fazer se o que faço já é me decidir?

Como fugir do arrebatador som que enclausura a imagem da amada? O que dizer àquela que não deseja ouvir? Já é me decidir, se optei por querer, ou por pensar, já nem sei onde chegarei, somente se me decidir…

Por…Daniel

Posted in Contos, Escritos | Leave a Comment »

Creedence Clearwater Revival – Who’ll Stop the Rain/Have You Ever Seen the Rain

Posted by Rafa de Souza em 26/07/2009

Duas ótimas músicas do Creedence que estou me acompanhando nessa madrugada

Posted in Música | Com as etiquetas : , , , | Leave a Comment »

Do futuro

Posted by Myrna em 25/07/2009

clock 

Não tenho anseios, não tenho o futuro.
Somente costuro retalhos sonhados.
Mantenho-os, tão tristes, sós e incertos,
Em olhos desertos, em mim aninhados.

Calco um caminho tão cheio de curvas
E em águas tão turvas jaz submerso,
Um sopro cortante em forma de rito,
O eco do grito, meu morto universo.

O sonho de ser pleiteia-me em viço,
Que afogadiço transcende-me o muro,
Busco infindo vive-lo e, sem meios,
Afogo em receios…não tenho futuro.

 Myrna RRP

Posted in Poesias | Leave a Comment »