Pensamentos em Palavras

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Gabriella, Cravo e Canela

Posted by Rafa de Souza em 01/07/2009

Ontem, por uma certa irônia, comecei a prestar atenção no livro Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado; já que, embora tenha comprado um outro livro de dele, era esse primeiro que me remetia à algumas memórias de uns 10, ou 12 anos atrás, que eram dotadas de um quê de curiosidade.

Não li o livro, embora já tenha ouvido falar – e, na verdade, ouvi falar bem -, assim como não vi o filme, embora também já tenha ouvido falar; por isso resolvi procurar a sinopse:

O romance entre o sírio Nacib e a mulata Gabriela, talvez o personagem feminino mais sedutor criado por Jorge Amado, tem como cenário os anos 20,em plena luta pela modernização material e cultural de Ilhéus, então em franco desenvolvimento graças às exportações de cacau. O eixo da história é a relação delicada e complexa entre as transformações materiais e as idéias morais. Com sua sensualidade inocente, a cozinheira Gabriela não só conquista o coração de Nacib como também seduz um sem-número de homens ilheenses, colocando em xeque a férrea lei local que exigia que a desonra do adultério feminino fosse lavada com sangue.

Escrito em 1958, Gabriela, cravo e canela logo se tornou um sucesso mundial. Na televisão, a história se transformou numa das novelas brasileiras mais aclamadas mundo afora. No cinema, Nacib é vivido por Marcello Mastroianni, e Gabriela, por Sônia Braga.

Acho que todos que conhecem, ou conheceram uma Gabriela, pequena já ouviram as brincadeiras com o nome: Gabriela – ou Isabella (rs) -, cravo e canela; mas eu duvido que imaginassem que  muitas dessas brincadeiras acabariam sendo como um tiro no futuro: é uma brincadeira inocente que se faz com uma criança inocente, simples assim. Mas, independente das intenções, algumas vezes esse tiro resvala no por vir.

Conheço uma Gabriella – e essa Gabriella que é com dois “L”s, diferente da personagem – a uns belos 10, 12 anos,  e quem sabe até eu mesmo tenha feito tal ligação quando éramos pequenos. É nessa parte que a minha vontade de ler Gabriela, Cravo e Canela se liga com o meu passado e com essa Gabriella: eu provavelmente não teria vontade de ler esse livro se não fosse pela Gabriella, Cravo e Canela que eu conheço, não sou tão chegado em literatura brasileira assim – embora devesse. Essa nostalgia se mistura com os olhos verdes e trazem a tona uma vontade de saber a história da Gabriela de Jorge Amado. Pode ser que eu queira conhecer a verdadeira através dos olhos da personagem: talvez eu queira conhecer a morena de um metro e setenta e cinto e de olhos verdes – que alguns pensam ser um mulherão (rs) -, que esbanja uma sensualidade inocente e que consegue conquistar um sem-número de pessoas só com um sorriso, através dos olhos da mulata de Jorge Amado. Talves seja isso…  E toda essa vontade despertou por inteiro ontem!

Eu queria escrever isso ontem, quando todas essas ideias começaram a surgir – A vontade do livro por causa da pessoa, a ligação entre a personagem e a pessoa, as memórias -, mas agora fico feliz que tenha esperado mais um dia. Ontem foi aniversário dela (a coinciência da “revelação” dos meus pensamentos com a data e com a pessoa é o que da o tom irônico) e, infelizmente, ontem provavelmente foi a primeira vez que dei parabéns a ela. E hoje foi, também, provavelmente a primeira vez que ela me deu os parabéns. De ontem pra hoje, do aniversário dela para o meu, acho que ouvir o “parabéns” daqueles olhos verdes, exatamente à meia-noite, foi uma daquelas pequenas coisas que mais gostei.

Mas enfim…

Eu não li o livro do Jorge Amado, não posso recomendá-lo – ainda não estou recomendando livros recomendados a mim -, mas posso dizer que se tiver algum “quê” de Gabriella na Gabriela de Jorge Amado, será uma das melhores leituras que alguém poderia fazer. De resto, digo que esse é um post para essa Gabriella, Cravo e Canela, a morena de olhos verdes de um metro e setenta e cinco, que faz aniversário um dia antes de mim, e que demorei tanto para descobrir.

Embora esteja atrazado, feliz Aniversário, Gah!

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