Pensamentos em Palavras

Só mais um blog na internet…

Archive for Outubro, 2009

SONETO VII

Posted by Rafa de Souza em 30/10/2009

SONETO VII

Ardor em firme coração nascido,
pranto por belos olhos derramado;
incêndio em mares de água disfarçado;
rio de neve em fogo convertido:

Tu, que em um peito abrasas escondido;
tu, que em um rosto corres desatado:
quando fogo, em cristais aprisionado;
quando cristal em chama derretido:

Se és fogo, como passas brandamente?
Se és neve, como queimas com porfia?
mas aí, que andou Amor em ti prudente!

Pois, para temperar a tirania,
como quis que aqui fosse a neve ardente,
permitiu parecesse a chama fria.

(Gregório de Matos)

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Nietzsche – Tipo forte e Tipo fraco

Posted by Daniel Baseggio em 30/10/2009

nietzsche 

Em Nietzsche, a linguagem nasce de nossa necessidade de se comunicar; a consciência representa a superfície de nossa reflexão na qual pensamos saber o que queremos comunicar. Desse modo, somente o que é comum, medíocre e grosseiro é expressa na perspectiva da consciência, pois remete o sujeito ao rebanho. Com isso há uma desvalorizaçãoda identidade, perde-se o que há de individual e particular levando a perspectiva do homem como espécie.
   Todo ato volitivo expressa o combate de forças diferenças. Há a oposição de dois tipos de Moral: a Moral dos Aristocráticos e a Moral dos Escravos; a avaliação de cada uma delas constroí sua questão do bem e do mal.
   A moral do Nobre, do aristocrático se resume no dizer sim que surge de uma auto afirmação; busca-se o oposto para dizer sim. É aquele que, centrado em si, visa a interioridade e não precisa do outro para afirmar valores comuns – belo e verdadeiro.
   A moral dos Escarvos, por sua vez, diz respeito de antemão o não; constituí uma negatividade originária. Na Genealogia da Moral, Nietzsche afirma que toda auto afirmação necessita de um estímulo exterior; as ações dos sujeitos a essa moral baseiam-se apenas em reações dos outros. Nos Escravos há uma  transvaloração de valores, ou seja,  há uma necessidade de dirigir-se para fora ao invés de voltar para si. Isto afirma o ressentimento.
   Por isso, a ação moral dos Escravos é sempre uma reação; para ele o bom é o contrário da Moral Nobre, não se afirma, é compassivo, humilde e nega a si mesmo; o mal, por sua vez, é a ação que ataca, que afirma orgulhosamente o próprio eu. A moral dos Escravos necessita de estímulo externo para ser criadora. Não representa atividade porque nele predomina a passividade; é aquele que guarda ressentimento, e, portanto é o tipo fraco.
   Há, assim, a distinção entre Senhores e Escravos, entre ação e reação, entre forte e fraco. O sujeito ressentido corresponde ao tipo fraco; o Escravo se apoia na vingança imaginária, esta que consiste na incapacidade de porduzir estímulo autêntico, é descarga espontânea; ele apenas reage pelo outro, age por descarga externa. Outra característica da Moral do Escravo – tipo fraco – é a necessidade de anestesiar uma experiência de sofrimento; o sujeito procura a causa de seu sofrimento, algum vivente no qual ele pode descarregar seus afetos. Há nele um bloqueio na descarga de afeto interior, ele não se liberta das experiências vividas, não afasta o sofrimento da consciência – esta que distingue a força da fraqueza.
   O ressentimento da elaboração é processo reativo que retoma o sofrimento; busca-se um culpado para descarregar a afecção. O ressentido volta-se para o outro e não afirma o sim para si mesmo.
   O tipo Aristocrático faz mensão ao tipo forte; por fazer exercício de sua capacidade de se efetivar, o sujeito se torna ativo e afirmativo e, por isso, é forte. Desse modo, está correto afirmarmos que os valores se criam como descarga espontânea de uma força. O tipo forte não precisa de algo que atue como estímulo externo. A partir da plenitude, ou excesso, de sua força, o tipo forte é criador; na explosão de sua efetividade a força valorativa cria a partir de si mesma.
   Nós todos podemos ter momentos fortes e momentos fracos; a diferença entre eles se determina na instabilidade entre dominação e sujeição. O homem moderno é um artifício, um monstro; é assim porque busca seu aperfeiçoamento da consciência, busca no outro em vez de voltar para si mesmo.
   Portanto, o tipo forte é aquele capaz de esquecer, não guarda ressentimento, se desvencilia das experiências negativas. Forte é aquele que assemelha mais sadiamente e esquece com mais facilidade. Com isso o ressentimento é imediatamente esgotado.

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Velvet Underground – Heroin

Posted by Daniel Baseggio em 28/10/2009

…Uma estagnante viagem pelo tempo e pela arte….

Heroína

Eu não sei exatamente onde estou indo
Mas vou tentar ir ao reino, se eu puder
Porque isto faz me sentir como um homem
Quando eu enfiar a agulha na minha veia
E direi a você que as coisas não são mais as mesmas
Quando estou apressado em minha corrida
E sinto como se fosse filho de Jesus
E acho que eu simplesmente não sei
E acho que eu simplesmente não sei

Eu fiz a grande escolha
Vou tentar destruir minha vida
Porque quando o sangue começar a jorrar
Quando isto passar pelo meu pescoço
Quando eu estiver chegando perto da morte

E vocês não podem me ajudar, não vocês, caras
Nem vocês doces meninas com suas doces conversas
Você todos podem ir catar coquinhos
E acho que eu simplesmente não sei
E acho que eu simplesmente não sei

Eu queria ter nascido há mil anos atrás
Queria ter navegado pelos mares mais escuros
Em um grande barco à vela
Indo desta terra aqui para aquela
Em uma roupa de marinheiro e chapéu

Longe da metrópole
Onde um homem não pode se livrar
De todo o mal da cidade
E dele proprio, e daqueles a sua volta
Ah, e acho que eu simplesmente não sei
Ah, e acho que eu simplesmente não sei

Heroína, seja a minha morte
Heroína é minha esposa e minha vida
Porque um caminho na minha veia
Leva ao centro do meu cérebro
E então estarei melhor e morto

Porque, quando o beijo começa a se espalhar
Eu realmente não me preocupo
Com todos os babacas desta cidade
Nem com todos os políticos fazendo sons malucos
Nem com todo mundo maltratando todo mundo
Nem com todos os corpos mortos empilhados em montes

Porque, quando o beijo começa a correr
Eu realmente não me preocupo com mais nada

Ah, quando a heroína está no meu sangue
E este sangue está na minha cabeça
Cara, graças a Deus estou bem e morto
E graças ao seu Deus eu nem sei disso
E graças a Deus eu simplesmente nem me importo
Ah, e acho que eu siplesmente não sei

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A Graça em Agostinho

Posted by Daniel Baseggio em 27/10/2009

graça   
   Visto que o mal é condicionado pelo próprio livre arbítrio do homem, implica num caminho (HODÓS) diferente daquele que traz a semelhança com o bem; portanto, o  homem é a causa do próprio mal e corre o risco de perder a necessidade da graça.
  O perdão e a graça estão na própria natureza (PHÍSIS) do homem, basta retomar o curso do livre arbítrio para o homem voltar ao HODÓS do bem.
  Agostinho afirma que a condição humana é mutável, enquanto a PHÍSIS é imutável. A condição varia conforme variadas condições, o homem de hoje sabe o que é o bem e muitas vezes não o faz; para fazer o bem é necessário a graça.
  No argumento do Pelágio, retoma-se a questão da salveção se dar unicamente por um único sujeito – o sujeito da ação. Desse modo, o amor pela salvação torna-se uma busca egoísta, a convicção de seguir o bem sem a participação do próximo coloca em xeque todos os aspectos sociais do homem.
   Em Agostinho, o amor em si é o amor ao próximo, que é o amor em Deus. A perspectiva de desunião imposta pelo medo de  perder aquilo que se deseja pode ser evitada na medida em que aquilo q se deseja corresponda com a carne e com a alma, ou seja, não há querer frustrado quando o desejo se torna efêmero de carne e da alma. A fuga do conflito é fazer com que o corpo, que antes era pura particulariadade, se una com outras partes.
   Quando o sujeito se compreende na pluralidade, a divisão entre alma e corpo deixa de existir. Pelo amor, ao representarmos nossa carne, iremos nos tornar uno, pois quando a alma deseja o bem aprende a representar a coletividade, assim, o corpo vai se representar como parte de um corpo maior. A graça auxilia nessa transformação da particularidade para a parte de um todo, a partir da relação amorosa.
   A partir da relação, dá-se a correção;  a partir da graça surge o amor, que é o mais belo. Para ser agraciado o sujeito não deve fazer algo visando um retorno, mas, no próprio elemento da graça há algo que é misterioso no homem e o faz com que a busque. A graça se dá pelos bons atos, depois que há a perspectiva de união começasse as obras do amor, daí se é agraciado, pois somente depois que o amor existe começa a aparecer suas obras.
   Daí segue-se o novo homem, a parte do todo; na manutenção de sua totalidade, seu amor é consumado por todos. Quando há a renúncia da particularidade há a graça; quando pensa-se como corpo maior, há a defesa desta graça, deste amor. Para que haja a renúncia desse sujeito particular, o amor deve justificar tal renúncia. Amplia-se a perspectiva de defesa da existência para o coletivo. A graça surge como um amor do sujeito para com ele mesmo implicando no amor do sujeito para com o todo, um amor unificado.
   Ouve-se o chamado da graça quando se saí da particularidade da procura, pois, enquanto há o anseio pela graça que o sujeito almeja alcançar, essa procura fecha-o na particularidade.
   Portanto, a graça está na saída da particularidade, no reconhecimento do amor pelo próximo, representando a possibilidade do amor nos outros, e depois em Deus. Durante a relação de totalidade, a graça se mantêm, não se perde; pois deseja-se unificando corpo e alma, pensa-se no coletivo, transferindo a perspectiva de amor para a totalidade.

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5 minutos a mais por hora

Posted by Rafa de Souza em 26/10/2009

Passeando por alguns sites aí, vi essa frase e pensei: o que eu faria se, a cada hora, por cinco ínfimos minutos, o tempo deixasse de correr contra nós?

Isso, creio eu, é um sonho pra muitos de nós — trabalhadores e estudantes noturnos — e faz bastante falta para nós.

EU? Eu acho que aproveitaria esses 5 minutos de folga pra sair de mim mesmo e desligar-me de mim mesmo.

E vocês? Dan, Rafão, Myrna, Paulo…. fariam o quê?

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Carta de Excomunhão de Espinosa

Posted by Daniel Baseggio em 23/10/2009

Esse é o preço que se paga por ser diferente e original…

Tentativa_Assassinato_Spinoza

Nota do Herém que se publicou da Theba em 6 de Ab, contra Baruch Espinosa

   “Os senhores do Mahamad fazem saber a vossas mercês: como há dias que, tendo notícia das más opiniões de Baruch de Espinosa, procuraram por diferentes caminhos e promessas retirá-lo de seus maus caminhos; e que, não podendo remediá-lo, antes, pelo contrário, tendo a cada dia maiores notícias das horrendas heresias que praticava e ensinava, e das enormes obras que praticava; tendo disso muitas testemunhas fidedignas que depuseram e testemunharam tudo em presença de dito Espinosa, de que ficou convencido, o qual tendo tudo examinado em presença dos Senhores Hahamín, deliberaram com o seu parecer que dito Espinosa seja excomunhado e apartado de toda nação de Israel como atualmente o põe em herém, com o Herém seguinte: Com a sentença dos Anjos, com dito dos Santos, com o consentimento do Deus Bendito e o consentimento de todo este Kahal Kados, diante dos Santos Sepharin, estes, com seiscentos e treze parceiros que estão escritos neles, nós Excomunhamos, apartamos, amaldiçoamos e praguejamos a Baruch de Espinosa, como o herém que excomunhou Josué a Jericó, com a maldição que maldisse Elias aos moços, e com todas as maldições que estão escritas na Lei. Maldito seja de dia e maldito seja de noite, maldito seja em seu deitar e maldito seja em seu levantar, maldito ele em seu sair e maldito ele em seu entrar; não queira Adonai perdoar a ele, que então então semeie o furor de Adonai e seu zelo neste homem e caia nele todas as maldições escritas no livro desta Lei. E vós, os apegados com Adonai, vosso Deus, sejais atento todos vós hoje. Advertindo que ninguém lhe pode falar oralmente nem por escrito, nem lhe fazer nenhum favor, nem estar com ele debaixo do mesmo teto, nem junto com ele a menos de quatro côvados (três palmos, isto é, 0,66m; cúbito), nem ler papel algum feito ou escrito por ele”.

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Humano, demasiado humano…

Posted by Rafa de Souza em 21/10/2009

À posteridade

Deixo como legado às horas que virão
O retrato de um homem turrão
Egoísta e demasiado covarde.

Não me lapidem uma alcunha de santo
-Que meu nome me encabula um bocado.

Nunca fui de bradar por amores
Não me pintem num quadro em cores
Que não falem que fui esforçado.

Minha fama para a posteridade
Deverá ser um fardo pesado:
Um lobo em pele de cristo
Um gatuno que assalta o mais fraco.

Vale mais ser um homem sincero:
Digo a todos que fui mascarado
Quando tive falei que não tinha
Nunca dei um centavo furado.

Que não pensem que aqui me confesso
Ou me arrependo dos anos passados
Que esse texto nomeie meus dias
Me alcunhe e me seja legado

Sempre fui um sujeito soturno:
Fui brilhante, encenei minha vida
Fiz do mundo um teatro.

Rafael de Souza

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Naufrágio….

Posted by Rafa de Souza em 21/10/2009

É triste, mas é assim: tudo há de ter um fim
Nossas vidas afastam-se mais e mais.
Ficas vendo parada, na beira do cais
Enquanto corres, dos teus próprios medos.
Olhamos a tragédia, estáticos e calados,
Com olhares febris, sem deixar de chorar.
Deixa ser… deixa o nosso barco naufragar…
Talvez seja o melhor, ainda que seja o fim.

Renato Gonçalves Toso

2009/10/21

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Aprender…….

Posted by Rafa de Souza em 20/10/2009

Eu, quanto mais, na vida, aprendo;
Mais penso que o melhor jeito de se viver,
É viver para sempre buscando
Mais cousas novas, na vida, p’ra se aprender.

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Mal e livre arbítrio em Agostinho

Posted by Daniel Baseggio em 19/10/2009

livre arbítrio 

O tema do mal é útil e central na filosofia de Agostinho, quando solucionado irá ajudá-lo em sua conversão para o cristianismo. A problemática é: como um mundo regido por Deus pode ter alguma imperfeição, sofrimento e erro? Como que o criador – que é inteiramente bom – permitiu a presença do mal no mundo? Se Deus é onipotente, como explicar a imperfeição? Se for assim, Deus deixou de ter força sobre a bondade do homem?
  Os poetas trágicos acreditavam que a resposta dos Maniqueístas era a mais plausível; eles afirmavam que Deus não era responsável pelo mal, pois Deus é bom e perfeito, e o mal não corresponde ao mesmo princípio (ARKHÉ) de perfeição de Deus. Por isso, para os Maniqueístas, há um princípio para o mal, diferente do princípio de Deus; esse segundo princípio – negativo – leva o homem ao mal. 
  Mas, aceita tal perspectiva, a de distintas ARKHÉS, nos remete ao questionamento dos pricípios, havendo uma implicação politeísta e uma limitaçao do poder de Deus para com a ARKHÉ  do mal, asssim, o próprio poder de Deus acerca da diferença é interferida devido à ARKHÉ do mal, pois na medida em que se expressa alguma ARKHÉ, este implica numa perspectiva de eterno, então, haveria como supor duas ARKHÉS contrárias, ou, dois eternos.
  A partir dessa afirmação dos Maniqueístas, Deus deixa de ser onipotente e de ser o princípio único, pois, se há providência de Deus terá, a partir da perspectiva do mal, outra providência concorrente à providência de Deus. Então, Ele não seria o criador. Além disso, a natureza (PHÍSIS) do mal nas pessoas, na perspectiva Maniqueísta, nasce juntamente com o sujeito. Desse modo, há um problema na conversão do sujeito para o bem, pois o homem nasce voltado para o mal, mais dificilmente escapará dessa ARKHÉ.
  Agostinho critica tal visão – Maniqueísta – afirmando que o mal não tem estatuto de ARKHÉ, nem de PHÍSIS; pois, ninguém é substancialmente mal, o mal pode fazer parte da condição di indivíduo e não de sua natureza. Não há outra ARKHÉ além de Deuas, então é mais propenso o homem estar voltado, pois o bem provém de Deus, que é a ARKHÉ de todas as coisas. O indivíduo pode se condicionar a seguir o mal, mas o bem ainda faz parte de sua PHÍSIS.
  O homem por mais bom que seja se torna semelhante a Deus, mas, somente no aspecto da bondade, pois o sujeito ainda possui a finitude, está que caracteriza o homem como privado da infinitude. Desse modo, o homem somente pode buscar a semelhança (AOAEQUATIO) se aproximando do bem; a verdade é o que nos assemelha ao bem, e o mal é o que nos dessemelha. O homem é dessemelhante a Deus devido sua privação do infinito; nesse aspecto o mal está na dessemelhança entre a natureza finita do homem e a infinita de Deus.
  Deus não criou o homem com a dessemelhança, mas o homem é diferente porque se fosse semelhante não haveria margem para o distanciamento. A própria diferença que tornou possível o distanciamento. Tal distanciamento é eficaz para aproximar o homem ao bem, para fazê-lo reconhecer o universal e sair da particularidade. Assim, Deus só é responsável pelo positivo.
  No tocante ao mal moral, sua causa é o próprio livre arbítrio, pois o sujeito se desvia do caminho (HÓDOS) natural, sái do caminho do bem, da verdade. Está na condição humana a propensão para o mal, mas, simplesmente admitir que a condição para o mal não é a própria PHÍSIS do homem, mas é fruto da escolha que o homem faz, dessa escolha pode prover o mal moral; com efeito, o sujeito se afasta de Deus.
  Então, só depende do sujeito voltar para o caminho do bem. Devolvendo para si sua própria potência, ele escolhe o HODÓS; mas, mesmo que conheçamos ou pensemos o bem, não quer dizer que somos voltados para seguir o HODÓS do bem. Fazer o bem depende apenas do sujeito da ação.

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