Pensamentos em Palavras

Só mais um blog na internet…

Viagens

Posted by Rafa de Souza em 09/10/2009

Un voyage pour oublier le passé

Un voyage pour oublier les jours du passé et créer un nouveau futur

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Para Além da Curva da Estrada

Para além da curva da estrada
Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
E talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.
Enquanto vou na estrada antes da curva
Só olho para a estrada antes da curva,
Porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para outro lado
E para aquilo que não vejo.
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
Esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada.
Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por ora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
Há a estrada sem curva nenhuma.

Alberto Caeiro, in “Poemas Inconjuntos”
Heterónimo de Fernando Pessoa

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10 Respostas to “Viagens”

  1. Paulo Henrique said

    putz grila, vc deveria ter postado isso antes da minha última aula, é isso, “sermos plenos ou não sermos”, chega de papo furado!

  2. Renato T said

    Se você queria esse post antes, deveria ter falado pra dinda ir viajar antes ¬¬
    Agora to vendo que terei de entrar no horário na próxima aula… rs

    abraços!

  3. Renato T said

    Dinda é a Dionizia…. Eu postei isso por causa dela. Não foi nem me inspirar à leitura, eu comecei a pensar em viagens e resolvi procurar algum poema sobre isso. Só🙂

    O pintor não sei quem é. Encontrei essa imagem no google pra falar a verdade.

    E os versos são do Fernando Pessoa. Alias, gostei bastante desse poema.

    Mas enfim… não leve a mal minhas brincadeiras Paulo =P
    Da próxima vez tentaremos sincronizar os “insights”

    abraços

    • Paulo Henrique said

      mas ela viajou? se vc deu tchau está tudo certo hehehe, abração, mas, então, os versos em francês são teus? tá faltando um pouco de Rimbaud e de Badelaure na ironia fina desse blog.

      • Renato T said

        Ela foi visitar a prima em Londrina.

        Sim, o que está escrito em francês fui eu que escrevi. Mas estou aprendendo ainda, vai demorar um tempo até você começar a ver Rimbaud e Baudelaire aqui, a não ser que não tenha nada contra poesias traduzidas =P

      • Paulo Henrique said

        entendo, pô! queria corrigir o Baudelaire e o comp. não deixou, como faz? essa é uma metáfora meio desgastada, mas, acho, de maneira alguma trata-se de esquecer o passado, trata-se de recriá-lo, ou melhor, de criá-lo finalmente. se ela foi visitar seu passado, deixe-a dormindo, abração.

      • Renato T said

        Acho “criá-lo finalmente” uma expressão forte um pouco demais. Talvez “rearranjá-lo” em você mesmo soe melhor. Não modificar o passado, mas o presente, de modo que com isso possa parar de vislumbrar um futuro que te levará de volta ao próprio passado. Não esquecê-lo ou mudá-lo, mas abraçá-lo conscientemente para que não volte para lá: carregá-lo sempre consigo.

        No caso da Dinda, não foi pra isso que ela foi para lá =P

  4. Paulo Henrique said

    concordo com sua ponderação, acho que sou mais rock’n roll, minha aula de quarta será baseada nesse poema, sobre o epékeina, o além que é aqui mesmo, em ato (não no Paraná), desesperado, como quer Kierkegaard, uma vez que não nos cabe viver o além da curva, mas sim o além dos sonhos inativos.

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