Pensamentos em Palavras

Só mais um blog na internet…

Velvet Underground – Heroin

Posted by Daniel Baseggio em 28/10/2009

…Uma estagnante viagem pelo tempo e pela arte….

Heroína

Eu não sei exatamente onde estou indo
Mas vou tentar ir ao reino, se eu puder
Porque isto faz me sentir como um homem
Quando eu enfiar a agulha na minha veia
E direi a você que as coisas não são mais as mesmas
Quando estou apressado em minha corrida
E sinto como se fosse filho de Jesus
E acho que eu simplesmente não sei
E acho que eu simplesmente não sei

Eu fiz a grande escolha
Vou tentar destruir minha vida
Porque quando o sangue começar a jorrar
Quando isto passar pelo meu pescoço
Quando eu estiver chegando perto da morte

E vocês não podem me ajudar, não vocês, caras
Nem vocês doces meninas com suas doces conversas
Você todos podem ir catar coquinhos
E acho que eu simplesmente não sei
E acho que eu simplesmente não sei

Eu queria ter nascido há mil anos atrás
Queria ter navegado pelos mares mais escuros
Em um grande barco à vela
Indo desta terra aqui para aquela
Em uma roupa de marinheiro e chapéu

Longe da metrópole
Onde um homem não pode se livrar
De todo o mal da cidade
E dele proprio, e daqueles a sua volta
Ah, e acho que eu simplesmente não sei
Ah, e acho que eu simplesmente não sei

Heroína, seja a minha morte
Heroína é minha esposa e minha vida
Porque um caminho na minha veia
Leva ao centro do meu cérebro
E então estarei melhor e morto

Porque, quando o beijo começa a se espalhar
Eu realmente não me preocupo
Com todos os babacas desta cidade
Nem com todos os políticos fazendo sons malucos
Nem com todo mundo maltratando todo mundo
Nem com todos os corpos mortos empilhados em montes

Porque, quando o beijo começa a correr
Eu realmente não me preocupo com mais nada

Ah, quando a heroína está no meu sangue
E este sangue está na minha cabeça
Cara, graças a Deus estou bem e morto
E graças ao seu Deus eu nem sei disso
E graças a Deus eu simplesmente nem me importo
Ah, e acho que eu siplesmente não sei

4 Respostas to “Velvet Underground – Heroin”

  1. Paulo Henrique said

    ainda que algo possa estar morto na sala de jantar, essa morte não vai custar a minha vida, ao contrário, meu negócio é o diálogo e a música da filo – sofia …

    • E se este que está morto é você mesmo e ainda não se deu conta? E você mesmo vai jantar sua própria morte?
      O que fazer quando está morto e não sabe?
      O “acho que simplesmente não sei” é o sei que nada sei.
      Se não sei se estou vivo também não sei se estou morto

      • Paulo Henrique said

        minha colocação era mais sociológica, quer dizer, como na canção dos Mutantes, se muito da família e da cidade cheira a defunto, não vou enfiar heroína em mim, vou dialogar, atém com quem não sabe ouvir.

      • Agora entendi, mas pensei que se referia num outro ponto.
        No prefácio ao AntiCristo de Nietzsche ele coloca da seguinte maneira: “Somente depois de amanha me pertence. Alguns nascem póstumos”.

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