Pensamentos em Palavras

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Vida e Morte

Posted by Rafa de Souza em 15/11/2009

Só descobriras que estavas vivo quando tu estiveres deitado em teu leito de morte

11 Respostas to “Vida e Morte”

  1. Myrna said

    Na verdade, não descobriras nada….porque ao morrer, você perde a consciência de si.

  2. Renato T said

    Eu havia escrito uma resposta perfeita, mas o pc travou na hora de postar ¬¬

    Mas… basicamente:

    Não é a morte que é relevante, nunca foi, e nem mesmo sei se posso dizer que seria uma morte concreta. O que digo é que precisamos de contraste (dos opostos) para conhecer algo. Não podemos falar de bem sem conhecer o mal, ou de prazer sem conhecer a dor, porque aí você não tem base de comparação. Vida e morte funciona basicamente no mesmo princípio: não se sabe o que é vida sem se saber o que é a morte e vice versa; precisa-se conhecer os dois. Só que não precisamos morrer pra conhecer, basta vislumbrarmos a morte em nós mesmos.
    E é isso que acontece quando se está no leito de morte: vislumbra-se a morte e se têm reconhecimento da vida. Alguém só se descobre vivo quando vê o que é a morte e pode comparar um com o outro. E eu não estou falando de “o que é vivo respira e o que não é vivo naõ respira”, mas sim de dar valor à vida.

    (Juro que a outra resposta que eu tinha elaborado deixava essa que escrevi no chinelo FÁCIL!)

    • Mas nós falávamos de morte no sentido biológico porque você afirmou num chamado leito de morte. O ser vivo não sabe quando é seu leito de morte, a menos que seja um caso terminal com uma data já prévia, caso contrário qualquer hora pode ser o fim.
      Na medida em que eu sei o que é vida não posso saber o que é morte; posso no sentido de conceito, mas não em experiência. Por exemplo, aquele que sabe apenas o que é o ódio, quando conhecer o amor não saberia lidar e distinguí-lo do ódio, pois sua experência não se dá conta de tal diferença.
      A morte que se dá no interior baseia-se na morte de antigas pespectivas? Então como saber quando seria o leito de morte se você precisa morrer internamente e instantaneamente para se dar conta que aquilo morreu? Leito de morte, soa muito estranho.

      • Renato T said

        Sim, a morte é no sentido biológico, mas não é a morte em si que importa. E o ser vivo não saber quando será seu leito de morte, ou se até mesmo terá um, não importa. O que eu digo é mais que isso: só sabera o que é uma coisa quando conhecer seu oposto e puder compará-lo. Não se trata também de experimentar a morte.
        O valor da vida vem daí, da comparação entre a vida e a morte. Digo que só podemos classificar algo quando conseguimos presenciar seu oposto.
        No caso da vida em específico, o valor que atribuiremos a ela nunca será integral, pois nunca conheceremos o extremo oposto da vida — que é a não-vida, já que eu considero morrer o oposto de nascer. Mas quando começamos a morrer, vemos o que seria não existir, então temos uma noção do valor que a vida tem — descobrimo-nos vivos, descobrimos o valor que a vida tem, somente quando vamos morrer.

        Não entendi o exemplo amor/ódio, nem sobre o que você está se referindo quando diz “morte interior” ou “morte das antigas perspectivas”. Mas a questão não é saber quando será seu leito de morte, ou precisar morrer; é reconhecer a vida enquanto coisa valorosa sem ter que estar no leito de morte para isso, porque nesse estado já não fará mais diferença se a vida tem valor ou não.

        (essa resposta ficou boa)

      • Renato T said

        Aliás, talvez eu esteja deixando um pouco confuso por dizer “saberá o que é”, quando na verdade não é saber o que é; mas sim “saberá valorizar”, “descobrirá o valor”. Não entenda como uma teoria do conhecimento.

      • Quando eu afirmo a morte interior, falo que todos os dias você mata aquele que você foi ontem se configurando num hoje. As perspectivas passadas foram mortas para nascer uma efetiva, até que esta morra.
        É como uma adequação.
        Concordo contigo perante a valorização da vida enquanto tal, mas não precisa-se conhecer o oposto para ser valorizada. Não é no “leito de morte” que apenas você pode reconhecer que está vivo, mas, pode afirmar todos os dias a vida tal como ela é. Responda-me: isso também é viver?

      • Renato T said

        Sim… precisa conhecer o oposto, porque você não pode dizer se algo é bom ou ruim tendo só uma base para julgar. É aquilo e ponto. Você só saberá se a vida é boa ou ruim quando conhecer se você oscilar entre momentos bons e momentos ruins. Só aí você poderá “valorar” sua vida, dizer se sua vida é boa ou ruim AGORA, porque você terá parâmetros. O mesmo vale pra “valorar” a vida como um todo: só é possível quando você conhece ou reconhece o que é não estar vivo.
        Você, entretanto, pode sim afirmar todos os dias que está vivo e saber que está vivo, mas penso que é impossível ter dimensão do que é a importância da vida, se podemos julgar se é melhor estar vivo ou morto, desse jeito que você sugere.

      • Não vou continuar com essa dyaphonia com vc, não chegaremos em lugar nenhum…
        No leito ou não, suspendo meu juízo

      • Renato T said

        xD

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