Pensamentos em Palavras

Só mais um blog na internet…

Wish you were here

Posted by Daniel Baseggio em 06/01/2010

…Nem preciso falar nada

Ah, como eu queria você aqui…

7 Respostas to “Wish you were here”

  1. Paulo said

    difícil!

    • o q?

      • Paulo said

        conviver com a ausência, a falar a verdade, acho que ela, a ausência, está sempre aqui, mas ao lado do amor da gente, andando de bicicleta na chuva, mas voltando para casa, essa tal é bem suportável.

      • compreendo.
        só há ausência quando há o amor, pois se a ausência não mais existir a pessoa se encherá da outra. É como o lance do desejo, se não houver desejo não mais cobiçará aquilo que se ama.

      • Paulo said

        olha só, por sorte ou azar, meus pais são intelectuais e estudam a mesma coisa que eu. Por um tempo, entrei numa discussão com minha mãe sobre a diferença entre a palavra saudade e a palavra nostalgia. No grego e na psicanálise, usa-se a palavra nostalgia, como algo bom. Kiekegaard trata a reminiscência das ideias de Platão como uma nostalgia, cada verdade, cada lembrança, seria a retomada desse muito bom que se perdeu. Desse ponto de vista, penso, mesmo ao lado de quem amamos temos a nostalgia. Já a saudade, acho, não é tão boa, pois é a lembrança de um vivência muito específica, que morreu ou deveria morrer, e não gera novas verdades. Acho que é isso, abração.

  2. Paulo said

    Desculpe a aula chata, é que aprendo tentando explica. Da mesma forma que há uma diferença entre a saudade de uma vivência e a nostalgia do amor ou da verdade, há uma diferença entre frustração, privação e falta. Fulana te deixa (frustração), você compreende a dimensão dessa perda (privação), então, você aprende a viver COM a privação e faz dela uma nova perspectiva para o amor (falta). Em resumo, deixe de sofrer o luto e vai ficar preso numa frustaçãozinha besta e ressentida, velho sábio bigodudo.

    • Então a saudade é como trazer a tona uma perspectiva passada? É como ficar preso, mesmo por alguns instantes no tempo?
      Mas, se caso fico preso nesse tempo, me privo também…
      E se essa saudade (na qual me refiro) é de algo que virá? Não de uma perda, mas de um desencontro.

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