Pensamentos em Palavras

Só mais um blog na internet…

Archive for Abril, 2010

Difícil achar o dia

Posted by Daniel Baseggio em 06/04/2010

 Dificil encontrar no dia
aquela companhia inesquecível
que a tanto tempo sonhava com a ida
para o encontro definitivo.

 Difícil encontrar na hora
aquele momento que jaz felicidade,
e, de fato, chove agora
de tantas nunves de saudade.

 Incriível se este for o dia,
dia em que parei por um tempo
e te fiz em um momento em minha vida
sentir o dia mais lento.

 Dificil achar o dia em que não chore
em que os raios não te encomode
que os turbilhões que lhe core
agora chamam o meu nome.

Graças a deus chegou meu dia

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Bacon – Os signos e a causa dos erros

Posted by Daniel Baseggio em 05/04/2010

 Bacon aponta a autoridade que a filosofia antiga imponha sobre as pessoas, o autor disfere uma crítica geral às filosofias antigas. Devemos ser cautelosos contra todos os sistemas filosóficos afim de não firmarmos em nossos ídolos. Além de converter a ciência, introduzem a acatalepsia – negação da existência da possibilidade da verdade. A filosofia aristotélica, para Bacon, depravou e destruiu as outras filosofias.
 O objetivo baconiano é o de edificar um novo alicerce acabanco com o antigo; pretende resguardar o intelecto humano de suas deficiências (paixões e sentimentos); aponta as falsas noções que obstruem o conhecimento. Bacon introduz o método indutivo e observacional; é preciso, em primeiro lugar, conhecer os ídolos para depois expurgá-los.
 O uso da experiência é cego e estúpido quando mal fundado, presumem seus experimentos devido a outros, ou mesmo, restrito às experiências particulares. É necessário ampliar a investigação até as coisas mais gerais.Quando procedemos corretamente para o expermento desencadearemos uma série contínua de obras. O conhecimento dos signos nos prepara para distinguir a filosofia do mal uso que ela se seguia. Banco fará uma análise do conhecimento antigo – errôneo – construíndo uma psicologia daquilo que impede o conhecimento humano.
 O problema está no fato das ciências serem gregas e, com seu próprio caráter, predispõe a disputa.
 O signo retirado da época superficial  do conhecimento – o grego – se limita num conhecimento geográfico, julgando inabitável muitas áreas, quando na verdade não foram colonizadas. No tempo de Bacon, as grandes navegações marcaram a possibilidade do conhecimento avançar. A filosofia dos antigos em matéria de conhecimento do mundo era fraca e nada podia-se delas esperar. Bacon descreve o horizonte estreito dos gregos.
 Na filosofia grega não há um único experimento que se possa dizer que contribuiu para a condição humana, não produziam conclusões que nos leva a um alívio para a humanidade; não conduz ao conhecimento.
 Em dois mil anos (contados a partir dos gregos e não da data cristã) não houve progresso significativo; mesmo o conhecimento da natureza crescendo e se desenvolvendo declinam na medida em que se afastam dos primeitos autores ( dos présocáticos, que investigavam a natureza).
 Outro signo que Bacon destaca está na diversidade de doutrinas que se estabeleceram formando uma variedade de escolas filosóficas. Elas não trataram a natureza, nem a via segura do conhecimento. A natureza foi corrompida e dividida emdiversos erros. Essas doutrinas possuem inúmeros problemas e nos mostra o quanto errôneas são. No entanto, elas parecem ter cessado.
 Para que as doutrinas de Platão e de Aristóteles se fundassem usavam o argumento de consenso universal para sua aceitação; mas, este argumento se mostra falho, pois uma vez que o consenso consiste numa “coincidência de juízos livres sobre uma questão predecentemente examinada” (N.O. af.77, Livro 1). Este consenso nunca se tornará uma autoridade verdadeira, pois depende de uma outra autoridade; pior ainda é quando tal consenso deriva dos assuntos intelectuais.
 Esses conceitos falhos aprisionam o intelecto devido a sua vulgaridade, ocasionando os erros.
 As causas dos erros se mostram persistentes por vários séculos, por isso podemos contar quais foram os três períodos do saber: um com os gregos, um com os romanos, e o útimo com a Europa Ocidental. Mesmo nestes períodos a filosofia natural tornou-se insignificante na atividade humana; acabou por prestar serviço para a medicina e para a matemática.
 A filosofia natural deve ser levada às ciências particulares e as ciências particulares devem ser incorporadas à filosofia natural. Na medida em que as diversidades se dispersarem não mais não mais agredirão a filosofia natural. Desse modo, a ciência crescerá, depois da separação com suas raízes.
 A meta da ciência natural é voltar para a vida humana com novos instrume ntos e recursos; é de tornar-se útil ao homem, ao bem estar coletivo.

Cf. Novo Organum – Livro 1.

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Suspiro I

Posted by Myrna em 04/04/2010

Gerard Butler…This is sparta!

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Devir e Esquecimento

Posted by Myrna em 03/04/2010

 

A amargura que o dia prelude,

Tão concreta quanto o vasto carbono,

Mina minha fome, suspende meu sono,

Pois cada vil dia, ao passado alude.

 

Como esquecer o que ´inda não pude?

Onde guardar-me do jugo do assomo?

Quando arderá o meu grito, já mono,

Cravado fundo, num frio ataúde?

 

Quanto tempo cabe em um só minuto?

Quando minha pele toca este horto,

E quando encaro este verme arguto?

 

E no mar de pranto que crio sem porto,

Ergo um vestígio de um amor bruto,

Deito uma sombra de um sonho morto.

 

Myrna R.R.P.

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Sobre a Traição…

Posted by Rafa de Souza em 02/04/2010

 

Ao Excremento Metafísico 

Só mesmo no seio do nada metafísico

Podemos apreciar uma imensa trama de traições.

A honradez, a confiança e a sinceridade

Pertencem aos que nada crêem, e aos que nada são

Além do alcance da visão.

 

– Quimera, tu mereces os vermes e a merda!

 

Seria eu brando demais se desejasse apenas o seu esquecimento,

Por isso desejo-te a vida,

A vida entre os tormentos e excrementos,

Entre as dores e a imagem de teu carrasco:

Sou eu, quebro-te dedo a dedo,

Perfuro-te os olhos, cauterizo-te o ânus,

Ferro-te os pés – feito as patas de uma besta!

 

Sou a folha que mata a raiz,

E em verde tom, continuo vivo, filósofo e feliz.

 

RAFAEL DE SOUZA

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