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Bacon – Os signos e a causa dos erros

Posted by Daniel Baseggio em 05/04/2010

 Bacon aponta a autoridade que a filosofia antiga imponha sobre as pessoas, o autor disfere uma crítica geral às filosofias antigas. Devemos ser cautelosos contra todos os sistemas filosóficos afim de não firmarmos em nossos ídolos. Além de converter a ciência, introduzem a acatalepsia – negação da existência da possibilidade da verdade. A filosofia aristotélica, para Bacon, depravou e destruiu as outras filosofias.
 O objetivo baconiano é o de edificar um novo alicerce acabanco com o antigo; pretende resguardar o intelecto humano de suas deficiências (paixões e sentimentos); aponta as falsas noções que obstruem o conhecimento. Bacon introduz o método indutivo e observacional; é preciso, em primeiro lugar, conhecer os ídolos para depois expurgá-los.
 O uso da experiência é cego e estúpido quando mal fundado, presumem seus experimentos devido a outros, ou mesmo, restrito às experiências particulares. É necessário ampliar a investigação até as coisas mais gerais.Quando procedemos corretamente para o expermento desencadearemos uma série contínua de obras. O conhecimento dos signos nos prepara para distinguir a filosofia do mal uso que ela se seguia. Banco fará uma análise do conhecimento antigo – errôneo – construíndo uma psicologia daquilo que impede o conhecimento humano.
 O problema está no fato das ciências serem gregas e, com seu próprio caráter, predispõe a disputa.
 O signo retirado da época superficial  do conhecimento – o grego – se limita num conhecimento geográfico, julgando inabitável muitas áreas, quando na verdade não foram colonizadas. No tempo de Bacon, as grandes navegações marcaram a possibilidade do conhecimento avançar. A filosofia dos antigos em matéria de conhecimento do mundo era fraca e nada podia-se delas esperar. Bacon descreve o horizonte estreito dos gregos.
 Na filosofia grega não há um único experimento que se possa dizer que contribuiu para a condição humana, não produziam conclusões que nos leva a um alívio para a humanidade; não conduz ao conhecimento.
 Em dois mil anos (contados a partir dos gregos e não da data cristã) não houve progresso significativo; mesmo o conhecimento da natureza crescendo e se desenvolvendo declinam na medida em que se afastam dos primeitos autores ( dos présocáticos, que investigavam a natureza).
 Outro signo que Bacon destaca está na diversidade de doutrinas que se estabeleceram formando uma variedade de escolas filosóficas. Elas não trataram a natureza, nem a via segura do conhecimento. A natureza foi corrompida e dividida emdiversos erros. Essas doutrinas possuem inúmeros problemas e nos mostra o quanto errôneas são. No entanto, elas parecem ter cessado.
 Para que as doutrinas de Platão e de Aristóteles se fundassem usavam o argumento de consenso universal para sua aceitação; mas, este argumento se mostra falho, pois uma vez que o consenso consiste numa “coincidência de juízos livres sobre uma questão predecentemente examinada” (N.O. af.77, Livro 1). Este consenso nunca se tornará uma autoridade verdadeira, pois depende de uma outra autoridade; pior ainda é quando tal consenso deriva dos assuntos intelectuais.
 Esses conceitos falhos aprisionam o intelecto devido a sua vulgaridade, ocasionando os erros.
 As causas dos erros se mostram persistentes por vários séculos, por isso podemos contar quais foram os três períodos do saber: um com os gregos, um com os romanos, e o útimo com a Europa Ocidental. Mesmo nestes períodos a filosofia natural tornou-se insignificante na atividade humana; acabou por prestar serviço para a medicina e para a matemática.
 A filosofia natural deve ser levada às ciências particulares e as ciências particulares devem ser incorporadas à filosofia natural. Na medida em que as diversidades se dispersarem não mais não mais agredirão a filosofia natural. Desse modo, a ciência crescerá, depois da separação com suas raízes.
 A meta da ciência natural é voltar para a vida humana com novos instrume ntos e recursos; é de tornar-se útil ao homem, ao bem estar coletivo.

Cf. Novo Organum – Livro 1.

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