Pensamentos em Palavras

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ensaio -01

Posted by Daniel Baseggio em 17/10/2010

 Corriqueiramente acontece o seguinte: as impressões que me vêm devido à casualidade do presente tentam transportar meus pensamentos, modificando a intensidade das paixõe que me assolam; porém, mantenho firme minha posição, uma vez calmo e sereno os pensamentos não serão abalados e postos em declínio. A serenidade deve se manifestar tornando-se um hábito de bem conduzir ao encontro das paixões, não tomando suas representações. Trata-se de repelir-se contra o mundo.

3 Respostas to “ensaio -01”

  1. Cristian said

    Lembrei do texto de Heidegger, intitulado> Serenidade. Claro que varia de tradução pra tradução. Aqui: http://www.consciencia.org/heideggerisabel.shtml tem um artigo interessante sobre o texto. Claro que não é exatamente no sentido que tu falas Daniel, porque ele trata da técnica principalmente. Mas, a parte em que trata do pensamento me lembrou o que tu escreveu.

    “Repelir-se contra o mundo” – Pode acontecer da paixão e a serenidade sempre manterem-se em confronto? Ou será que a quietude provocada pela serenidade é o caminho da paixão? Me parece que quando existe paixão a serenidade é repelida. O que pensas sobre isso?

    • Sim, nós lutamos contra o mundo, nosso ego lida com a repressão de nossos instintos e contra a manifestação de nossos sentimentos, nos sentimos na posição de freiar, de policiar…
      A serenidade faz com que quietemos os excessos, a paixão vêm de maneira furiosa, a serenidade é o caminho para não considerar as paixões, mas sim atestar conhecimento sobre sua existencia.
      A serenidade serve para garantir conforto, não podemos esperar muito de um mundo, nem de nossos sentimentos, pois ambos são incertos e agem de maneira explosiva…a serenidade acalma e garante um momento de ATARAXIA..
      meu msn: dan_filos@hotmail.com
      um abraço

  2. Cristian said

    Não vejo uma luta contra o mundo. Penso que nossos sentidos servem para nos adequar a realidade e ao mundo em que estamos imersos, em que nascemos. Por mais que exista certa “repressão” do ego em relação aos nosso sentidos, não entendo como um anulação completa e sim como uma maneira de entender os limites nossos em relação A, seja ao outro ou a alguma coisa. A serenidade vem com os anos, penso eu. Não é algo que um adolescente entenda. Gosto da serenidade mas acredita que ela serve para sustentar as paixões, da mesma forma que entendo o egoísmo como benéfico.
    Contradição? Talvez.
    Mas acredito que devemos esperar do mundo. O que esperar? Principalmente que um dia nossos sonhos/ilusões podem realizar-se. Do contrário nosso ego, certo de que nada disso acontecerá, acabará por roer a própria cauda. E por mais que a filosofia me leve a Ataraxia, muitas vezes, prefiro o Pathos! Sempre!
    Isso me lembra um poema que gosto, de um site (http://www.overmundo.com.br):
    Ego

    Me reparto em várias,
    pura lógica ou emoção.
    Entre sombras e coloridos,
    sou o santo e o dragão.

    ABRAÇÃO!
    Vou da tristeza à felicidade,
    com idoneidade e dissimulação.
    Amo a todos com voracidade,
    ou a um só com sofreguidão.

    Vou da ordem ao caos,
    com lasciva inocência.
    Múltiplas faces, uma só existência.

    Alta transcendência, por vezes mundana.
    Conflituosas partes me lembram
    de que sou apenas humana

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