Pensamentos em Palavras

Só mais um blog na internet…

Archive for the ‘Contos’ Category

…Sobre o vazio…

Posted by Daniel Baseggio em 29/01/2010

…O dia era de chuva, em algum lugar nos anos que se foram… 

Passava pelo quarto, viu-o sentado na beira de sua cama, Coraline aproximou-se perguntando:
– Charles? Oque houve? Balançando a cabeça enquanto ele estava cabisbaixo.
 Ele levantou-se assustado, parecia aflito com a manhã chuvosa que se abira.
– Não houve nada, apenas a insônia que está me assolando.
 Em sua narina o cheiro da defloração, os olhos estavam estáticos àquela mulher que passara a noite toda com ele; porém, não a reconhecera como a musa da noite que acabou.
– O que houve? Insiste Coraline.
 Charles se levanta e anda na direção daquela mulher morena de longos cabelos, olhos cheios de amor, e um sorriso da cor da neve.
– Sinto-me vazio! Diz Charles com um pesar no peito.
Coraline vira-se tremula, como se estivesse chocada; sua voz em meio tom retruca:
– Alguns amigos vieram te ver, espero que ao menos a presença deles lhe conforte…
– É, eu também espero. Responde Charles com um tom entristecido.
 Os passos não mentiam; botas sujas de barro, o barulho da madeira sendo pisada; subia a escada em um caminhar inconfundível.
– Piter! O que faz logo cedo aqui? Veio para o café? Ou para a hora do fumo?  Pergunta Charles curioso com a passagem do amigo pelo seu chalé.
 Sim, Charles parecia presunçoso, mas, estava acuado em seu vazio; achava toda aquela cena estranha.
 Bom dia meu caro! Piter se aproxima tirando as botas na porta do quarto do amigo.
 Tratava-se de um jovem alto e magro; pela magreza parecia doente, estava sempre pálido; tinha longos cabelos bastante lisos; sempre vestia uma jaqueta jeans desfiada; levava para todo o lado seus óculos escuros cor verde.
 Piter se aproximou da escrevaninha de Charles, ligou o rádio, tocava Roadhouse Blues do The Doors; depois de um comentário a respeito da música, Piter senta ao lado do amigo e pergunta:
– O que há contigo Charles, por que não liga? O que há com Coraline, por que ela saira do quarto cabisbaixa daquele jeito?
 Charles acendeu um cigarro amassado, tragou a fumaça; respondeu cautelosamente:
– Apenas sinto um vazio, não é nada em particular a ela, apenas a mim, parece que meu fantasma voltou a incomodar. Seja como for, pior não pode ficar.
 Piter o fulminou com o olhar, perguntando:
– Trata-se daquele antigo caso?
 Charles confirmou balançando a cabeça.
– Então meu amigo, trate de beijar sua mulher, já que não acreditamos na felicidade, o vazio vai sucumbir sua mente antes que possa imaginar. Temos muita coisa para fazer, não perca tempo pensando no passado, este já fora embora.
 Charles arregalou os olhos.
 Novamente os passos seguiam o corredor, era outro amigo se aproximando do quarto.
– Oh, Alfred, que ventos lhe trazem? Pergunta Charles.
 Alfred se aproxima do quarto, era um rapaz bem branco com uma barba rala no rosto, olhos azuis e aparência de embriaguez.
– Você está bem, meu caro; pergunta Piter.
– Apenas estou viajando, disse Alfred.
– Como era de se esperar, retruca Charles. Os três caíram na gargalhada.
Mas, por um momento a sala ressoou num silêncio, Alfred se aproximou dos amigos notando uma certa tensão, perguntou desviando olhares:
– O que há? Aparentemente a felicidade que residia em nosso encontro se esvaiu rapidamente, qual o problema do vazio?
 Amboa amigos sentiam esse vazio, era uma sensação de impaciência.

 Coraline chamou Charles de canto…Charles foi deixando seu fumo com os amigos, eles se puseram a sentar e aumentar o volume do rádio.
– Seus fantasmas te assolam Charles? Perguntou Coraline.
– Meus fantasmas são eu mesmo, retrucou Charles.
– Se não acredita na felicidade, sinta apenas o hoje. Há amor entre nós!
 Aquela mulher o abraçou tão forte que abriu-se o tempo, o sol finalmente aparecera para aquelas pessoas.

 O vazio ainda reside, mas como a tormenta que aguarda ansiosa para desabar, esta envia sua mensagem através de uma angústia. Agora, em meio a toda a reflexão que se seguirá de uma conversa, Charles está mais aliviado, seu fantasma encontrou companhia com aquela mulher.
-Toma-te teu vinho, antes que as uvas morram no vinhedo! Antes que o vazio apareça novamente numa manha chuvosa, ainda bem que tenho essas pessoas para compartilhar o vazio; pensou Charles.

Posted in Contos, Outros Pensamentos | Com as etiquetas : , | Leave a Comment »

Saudades II

Posted by Daniel Baseggio em 13/01/2010

…Acordou cedo, depois de uma noite mal durmida, não consegui pregar os olhos.
 Talvez teria mais inspiração, mas, depois que minha amada partiu os dias tornaram-se mais demorados. Tentei contar os dias, nem achei um calendário para saber que dia é hoje. Semanas, meses, anos, que horas são?
 Olhava para o céu, visões de vultos nas nuvens; tentei achar um pedaço do caminho que te separava da minha morada.
 Poxa vida, quero tentar construir um castelo de areia sem um balde; é como gritar sendo mudo, procurar sem ter por onde começar.
 Sei que você volta, sei que vai demorar. Saudades, um convite para a angústia, para aqueles momentos que vão voltar juntos com você.
 Parece que faz anos que você partiu, mas é apenas uma semana.
 Como disse, os dias demoram mais, e o tormento é contínuo, minha sorte é que tenho alguns dos poucos amigos que aliviam a esperança. Como uma grande pedra que rola precipício abaixo; assim me sinto, como se faltasse o chão.
 Espero por você, sentado num balanço, ou lendo um livro, ou me masturbando de ideias insensatas nas quais me levam a nenhum lugar.
 Mas te espero, de dia, de noite, ou debaixo de uma ponte ilhado em meio a uma enchente.
 As quatro estações num dia, pedi pra Deus me responder como a noite não mudava nesses dias. Como você, Deus também tirou férias!
 Saudades, eis a palavra que descreve aqueles momentos de glórias. O futuro e o fim, eu ando pairando e sonhando, mas, diga-me onde a noite te levou? Saudades, amor, vai voltar da mesma forma que foi: num instante.
…Tudo isso porque a noite te levou e eu não preguei os olhos…

Por Daniel – 13/01/2010

Posted in Contos, Escritos, Outros Pensamentos | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

AGOSTO

Posted by Daniel Baseggio em 30/07/2009

agosto

 

– Alguns pensamentos sobre o mês de Agosto, estes foram de anos anteriores, porém muito do que fora dito ainda permanece com duvida, e muito fora resolvido.

Às vezes um tempo para pensar não é mal;
O pesar dos ponteiros ferindo-me;
E com o tempo, acabo por me perder.
Se caminho, caminho consciente, inocente;
E de lá, ainda vejo a ponte que estou construindo;

Como posso me deslocar se ainda estou preso neste tempo?
Penso, logo não posso desistir;
Não agora que posso entrar num paraíso qualquer;
Se for um sonho, não me acorde!

Deixemos de ver o passado que já se foi, este que contraria nossa presente razão!
Nesse mês que é atormentado desde o ínicio, me constrange a demonstar alguns pensamentos:

– No decorrer do tempo, mantendo uma posição de observador e contemplador (posição que naturalmente não opto), pude sensivelmente absorver um completo desprezo pelo alienalismo. Habitualmente não opunha forças contra tal, mas pude atentamente com ataraxia manter-me simulando um desentendimento por aquilo que nos prende.

Do ponto que me refiro aos dogmas e religiões mantenho-me ao ponto de recusar toda a crença imposta, e, denominá-la como sendo fruto de alienação, colocando-o numa posição de humilhação sempre que precisa de algo. Será que ele obtém resultado?

Felicidade ou delírio? Qual a denominação da palavra “para sempre”? Descrevo-a como não-temporal, pois a palavra sempre provém de algo que não tem fim; é um paradoxo! Deixo aqui relatado que tal felicidade é um fenômeno da ausência da tristeza do presente momento. Não pode ser para sempre, pois, não é incorruptível. Não afirmo que não sou feliz, mas a incerteza do exato momento  é por causa da palavra “para sempre”. Dissolver este paradoxo é algo que procuro.

Amor: sentimento dos privilegiados; talvez tenhamos uma vez só na vida, as outras são só desperdícios; o amor provém de um sentimento de dor, ausência, muitas vezes até de mágoa; em outras palavras, é alienação também. Mas, como abolir?

Por Daniel

Posted in Contos, Escritos, Outros Pensamentos | Leave a Comment »

A tempestade

Posted by Rafa de Souza em 27/07/2009

Um vento sopra nas janelas — dias de tempestade sempre trazem nuvens escuras e ventos cortantes. Mas num quarto fechado e com pouca luz não é a tempestade que atormenta.

O corpo jaz morto enquanto a mente, viva, se espalha. Isso não condiz com a sanidade.

Se tuas pernas se recusam a se mover, se tuas mãos se recusam a se movimentar, então como poderá ele sair dessa letargia? A mão só suporta o cigarro, nem mesmo a vontade de levá-lo a boca existe.

Vive um conflito — um conflito de forças ocultas. Como dois buracos negros, que dançam um com o outro sem nunca se sobreporem ou se ofuscarem, sua consciência conflita com ela mesma. Não são um só, mas deveriam — seria tão mais fácil assim. Uma dança eterna na qual as faces se alternam: bailam indiscriminadamente e de modo tão próximo! de modo que, aos que observam de longe, tudo parece uma única coisa, uma única face. Mas o semblante, tingido de cores claras, apresenta uma tranqüilidade inexistente. Nesse ritual sua mente se autodestrói, se consome por inteira, tornando o corpo inerte. É uma guerra que terá conseqüências aterrorizantes: a explosão sempre acaba por estilhaçar também o recipiente.

Todas essas questões o imobilizam.  O olhar, antes vivo, agora aparenta ser somente uma foto — resquícios de algo que já se perdeu. O sorriso que se apresentava o tempo todo, agora inexiste. As mãos sempre próximas aos olhos, escondendo o rosto. Os lábios sempre secos e a voz sempre trêmula.

“Por quê?” e “o quê?!” é o que sua mente se pergunta a si mesma. “Por quê!?”, “Por que não consigo?” são perguntas banais, mas que exprimem a pior das angústias. Mas não são todos os olhos que revelam os conflitos da alma.

Ele quer gritar, mas a voz não sai — qualquer grito, por mais ensurdecedor que fosse não faria jus ao que ele sente.

Ele quer chorar, mas seus olhos estão secos. Choraria lágrimas invisíveis.

A vontade de tossir uma fumaça inexistente e a ânsia de vomitar tudo, mesmo seu estômago estando vazio, e seu peito limpo, não o abandonam.

Levanta os olhos e vê sua imagem refletida no espelho, ao lado da cama onde está sentado. Suas feições são calmas, tranqüilas. Se por um momento sua mente escapasse de seu corpo tudo se estilhaçaria. O espelho, o quadro, a TV, tudo! Nos olhos do espelho vê o próprio caos: conflitos, estouros, explosões, coisas sendo lançadas, e puxadas até sumirem. Mas o véu de seus olhos negros encobre esse caos, que só é revelado pelo reflexo de um homem diante de sua própria imagem. Por um momento vê sua imagem estilhaçada no espelho e todos seus demônios, antes mínimos, tomam proporções gigantescas; mas ele continua algemado, refém de seu próprio inferno. Está inteiro por fora, despedaçado por dentro.

Seus olhos secos deveriam jorrar! e sua voz deveria sair garganta a fora!, a tosse deveria expulsar a fumaça e o vômito deveria retirar toda a comida indigesta; mas não é isso que acontece… Os cacos do espelho não podem ser jogados fora para que o lugar se limpe e se construa outra coisa melhor. E isso é um absurdo! Não deveria ser assim… e ele sabe. E, por um instante — um único instante — os olhos ficam marejados, e a voz parece suficientemente alta.

Os olhos que fitavam o reflexo de um homem no espelho agora são tomados pelo caos que antes era refletido. Seu corpo se curva para se levantar novamente em um impulso brusco e estraçalhar sua imagem, libertando-o de suas algemas. As lágrimas brotam e a voz começa a sair. O caos que antes destruía tudo dentro do espelho agora é real. O quadro se despedaça, a TV é jogada no chão e todo o resto destruído. Suas lágrimas enfraquecem seus demônios e seus gritos os exorcizam. Todos vão, aos poucos, sendo atirados para fora dele, expulsos de si para o mundo. Com o tempo o caos da lugar, novamente, a ordem. Uma mente exausta é o que sobra.

O vento que sacudia as janelas cessou e a chuva cai mais fraca agora. A tempestade se foi: choveu junto com o caos encarcerado.

Renato T 27/07/2009

Posted in Contos, Escritos, Outros Pensamentos | Com as etiquetas : , , , | Leave a Comment »

Decisão

Posted by Daniel Baseggio em 27/07/2009

…Imagem, som, fúria…

Algumas palavras de conforto para alguém que por ansiedade sofre, atormenta o sol por ele não conseguir escolher as palavras. Mas, o sentido dos sentidos parecem confundir-lhe.

Oh homem, condenado a decidir a todo momento , mesmo quando não quer decidir, ela vêm com suas perícias e nos persuade com muita habilidade. Ora, se não quero tentar, qual o mal? Apenas decidir-me me faria crer que sou bom?

Essa maldição que acompanha nossa raça nos demonstra o quanto somos obrigados a fazer algo, mas, não quero magoar a ninguém; também não quero cair na fúria da decisão. O que fazer se o que faço já é me decidir?

Como fugir do arrebatador som que enclausura a imagem da amada? O que dizer àquela que não deseja ouvir? Já é me decidir, se optei por querer, ou por pensar, já nem sei onde chegarei, somente se me decidir…

Por…Daniel

Posted in Contos, Escritos | Leave a Comment »

O inventor

Posted by Daniel Baseggio em 14/07/2009

 Disse-me um dia: ‘guarde o vento que me leva, logo voltarei com a aurora’.

Eu não pude crer que aquela estranha criatura, antes horrível, isenta de pudor e de vontade poderia ter algo a me oferecer.
‘Crescemos num piscar de olhos’ – isso marca a passagem da criança para sua puberdade, ontem era pura e sem malícia para que, no outro dia se torna um monstro de ideias malígnas e de coração frio.

Este, que antes de partir estraçalhou muitos corações, feriu muitas pessoas nas quais apenas abicaram algumas horas em deleite de sua presença; nunca passou pela cabeça delas que em momento algum este iria abatê-las. Guardou o fresco frasco da pureza, já que havia perdido a sua prórpia juntamente com a sua infância. Dava passos a noite a procura dessas virgens de coração, para devorá-las.

Momentos mais tarde fora sua vez, sentia-se como quem não podia mais respirar, perdera de novo, mas, agora perdera aquilo que roubava; sim, ele perdera o conforto de ser o melhor.
Passava anos devaneando, entrando e saindo de lares, alfinetando outros corações; até que, desanimado e inconsciente viu a aurora, e, junto dela, inventou uma vida. Seu elixir de êxtase transpassava a barreira do racional. Agora se sente vivo.

O inventor que antes se martirizava pelas perdas, pelo desconhecido, virou o inventor que supre do calor da amada, embreaga-se de sua companhia e inventa seu proprio dia a dia.

Por – Daniel T. Baseggio 14/07/09

Posted in Contos, Escritos, Outros Pensamentos | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

Amor e Morte

Posted by Rafa de Souza em 03/07/2009

Meu primeiro conto. Espero que seja aproveitável.

O corpo curvado, dobrando-se sobre os cotovelos; as mãos embrenhadas no cabelo; a boca seca, de desespero; os olhos banhados em lágrimas, que correm sem parar pelo rosto: eis a imagem de um condenado à morte, de alguém que deseja se entregar a ela.

A boca ainda conserva o sabor do beijo e os dedos ainda conservam a sensação do cabelo dela. Os olhos ainda preservam aceso o fogo que ardia e o coração ainda bate acelerado por ela, e, apesar disso tudo, chora. Aquele amor tão doentio: estar dentro do outro, sentir, chorar, rir, sofrer como se fosse ele; e, ainda sim, não estar nele. É sôfrego. O arrebatamento pela sensação de incompletude, misturada com a dor das incompreensões,  são capazes de tirar um homem do sério. São capazes de levá-lo a direcionar a morte para dentro da própria boca e convidá-la a fazer parte de sua vida. E, para este homem, será só ela que importará.

Algumas palavras rabiscadas sobre uma folha de papel, ou diretamente na madeira da escrivaninha, que suporta um cinzeiro, um maço de cigarros e um isqueiro Zippo, juntamente com uma garrafa de conhaque – ou qualquer portal para a embriaguez.

Rabiscado em algumas páginas estão as palavras de amor, ódio, alegria e sofrimento. É mórbido e é sórdido: “por que não me ama tanto quanto te amo? Por que insiste em deixar isso tão claro?”. E um pouco mais abaixo, na mesma página, um adeus, escrito por uma mão evidentemente trêmula e resignada. O que é isso? Por que alguém fugiria da vida por um amor?

Ninguém se importará. As putas das ruas abaixo, os velinhos do andar de baixo ou as filhas da vizinha do andar de cima não se importarão. Ninguém além dele próprio se importa. Talvez por isso, para ele, o beijo tivesse tanto sabor, ou os olhos ardessem como brasa; ao mesmo tempo em que, para ela, o mesmo beijo fosse sem gosto e os olhos exibissem só os restos de um fogo extinto. É também por isso que aquela arma é tão convidativa e sedutora, ou que o veneno tenha um odor tão libertador e um gosto para se saborear. Muitas pessoas sabem disso: Werther sabe disso, Pensaroso sabe disso e ele sabia disso. E é por isso que, no dia seguinte, um revolver, uma poça de sangue e um cadáver completavam a cena daquela alcova, junto com o maço de cigarros e uma bebida qualquer.

Ele pensava que uma vida que se esvai aos poucos muitas vezes é mais bem aproveitada se for ceifada de uma só vez. Mas agora não pensa mais, não sente mais, não ama mais: é só um cadáver que completa uma cena triste e em um quarto pequeno, com cheiro de cigarro, bebida e sangue.

Renato Gonçalves Toso, 03/07/2009

Posted in Contos, Escritos | Com as etiquetas : , , , , | 3 Comments »