Pensamentos em Palavras

Só mais um blog na internet…

Archive for the ‘Escritos’ Category

Um novo lar

Posted by Daniel Baseggio em 13/07/2011

Quando os sonhos encontram um novo abrigo,
longe da perturbação e da inquietação
Para trás das colinas frias onde o ar é mais puro
um paraíso perdido que o sol toca o chão.

De inicio ouvia só sua respiração
no fim da noite soube que tudo era verdade
E com um olhar o tempo parou
A lama secou deixando tudo como está

O silêncio da madrugada é quebrado novamente
As luzes do seu quarto são meu guia para te encontrar
A promessa não foi quebrada, siga em frente
O paraíso do nada lhe aguarda.

Como um pescador cheio de esperanças esperando a maré
Aguardo impaciente pelo ônibus que lhe trará
Esperando salvar o resto da sanidade perdida
Antes de partir para meu lar
onde apenas os fortes de alma estão aptos à pisar
Me acorde quando chegar

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Novo momento

Posted by Daniel Baseggio em 06/03/2011

Incidentes e momentos
outro apelo do minuncioso tempo,
que se apega ao desejo e a esperança
faz do homem maduro uma simples criança
que se apega ao sonhar.

Pensar e penetrar
outra solidão enfatizada por lembrança
outra estação de frio e insegurança
Uma filosofia barata para passar o tempo.

Marcas e depredações
daquilo que um dia sorriu,
que vê e sentes noites a fio
e não se importa mais com o amanhecer.

Se há um outro dia,
então sei que não há alegria
nem magia que propaga satisfação
senão por via de minha intuição.

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ensaio -01

Posted by Daniel Baseggio em 17/10/2010

 Corriqueiramente acontece o seguinte: as impressões que me vêm devido à casualidade do presente tentam transportar meus pensamentos, modificando a intensidade das paixõe que me assolam; porém, mantenho firme minha posição, uma vez calmo e sereno os pensamentos não serão abalados e postos em declínio. A serenidade deve se manifestar tornando-se um hábito de bem conduzir ao encontro das paixões, não tomando suas representações. Trata-se de repelir-se contra o mundo.

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Outro entardecer

Posted by Daniel Baseggio em 12/07/2010

” Eu sinto no amanhecer um cheiro de relva,
talvez seja o odor da dor do outro dia;
 Dor esta que não se espalha e condiz,
traz a impossibilidade de eu ser feliz.

 Conduzo o carro com velocidade,
subo na calsada, assim, talvez, eu veja minha amada.
 Depressa como um raio desco e capoto,
tão logo se apresente ao sol, como um doce mel.

 Já é meio dia e meus pensamentos mudaram de endereço,
talvez agora eu mate o monstro sem nenhum apreço.
 Ou eu o deixe viver mais um pouco comigo,
só para testar minha solidão, longe de meu amigo.

 Bate a brisa do entardecer, e agora?
Consolido meus pensamentos em direção ao nada.
Naquele dia em que tudo parou, vi pela ultima vez….
as lágrimas da mulher amada.

 De que vale tudo isto? Sigo isento de juizo!
Não penso nas horas que virão…
somnte no coração que parti em vão.
Neste ultimo entardecer espero,
que você jamaisirá me esquecer”

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Poesia Morrison II

Posted by Daniel Baseggio em 09/05/2010

PISTA DO MEIO DIA

“Diz-lhes que vieste, viste & me olhaste
nos olhos, & viste a sombra
do guarda a afastar-se
Pensamentos a tempo & fora de época
Aquele que pedia boleia ficou na berma da estrada
& estendia o polegar no calmo cálculo da razão

(passa um carro)

Porque gira a minha mente à tua volta?
Porque  se perguntam os planetas como
Seria estar na tua pele?

As tuas promessas ternas e selvagens eram paleio
Pássaros, num voo sem fim
O teu cão continua perdido nos bosques gelados
ou correria para ti
Como pode correr para ti?
Sangrando desorientado na neve
Continua a farejar os portões & procurando
Nos estranhos o teu cheiro
que recorda muito bem

Vês a lua a tua janela?
A loucura ri?
Ainda podes descer ao banco de rochedos
ao fundo da praia sem ele?

Fotografia de Inverno
o nosso amor corre perigo
Fico a pé toda a noite, a fumar a conversar
Recordo os mortos & espero amanhã
(Voltarão os nomes & os rostos dos que me eram chegados
Terá a floresta de prata fim?)

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Saudades II

Posted by Daniel Baseggio em 13/01/2010

…Acordou cedo, depois de uma noite mal durmida, não consegui pregar os olhos.
 Talvez teria mais inspiração, mas, depois que minha amada partiu os dias tornaram-se mais demorados. Tentei contar os dias, nem achei um calendário para saber que dia é hoje. Semanas, meses, anos, que horas são?
 Olhava para o céu, visões de vultos nas nuvens; tentei achar um pedaço do caminho que te separava da minha morada.
 Poxa vida, quero tentar construir um castelo de areia sem um balde; é como gritar sendo mudo, procurar sem ter por onde começar.
 Sei que você volta, sei que vai demorar. Saudades, um convite para a angústia, para aqueles momentos que vão voltar juntos com você.
 Parece que faz anos que você partiu, mas é apenas uma semana.
 Como disse, os dias demoram mais, e o tormento é contínuo, minha sorte é que tenho alguns dos poucos amigos que aliviam a esperança. Como uma grande pedra que rola precipício abaixo; assim me sinto, como se faltasse o chão.
 Espero por você, sentado num balanço, ou lendo um livro, ou me masturbando de ideias insensatas nas quais me levam a nenhum lugar.
 Mas te espero, de dia, de noite, ou debaixo de uma ponte ilhado em meio a uma enchente.
 As quatro estações num dia, pedi pra Deus me responder como a noite não mudava nesses dias. Como você, Deus também tirou férias!
 Saudades, eis a palavra que descreve aqueles momentos de glórias. O futuro e o fim, eu ando pairando e sonhando, mas, diga-me onde a noite te levou? Saudades, amor, vai voltar da mesma forma que foi: num instante.
…Tudo isso porque a noite te levou e eu não preguei os olhos…

Por Daniel – 13/01/2010

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Crítica da Midgley à Natureza humana e a distinção entre homens e animais em Descartes

Posted by Daniel Baseggio em 02/12/2009

 

Ao conceber a natureza do homem como pensante, Descartes, conhecido pela célebre frase “penso, logo existo”, nos remete a uma distinção entre homens e animais. Na pressuposição de uma distinção substancial entre homem e animal a Razão é aquilo que se encontra em tal diferença. Midgley derruba tal afirmação colocando em xeque o racionalismo e acaba com o patamar de desigualdade entre homens e animais; entra nesse contexto afirmando que não há uma natureza humana diferente da animal; ela critica essa posição especísta adotada pelos filósofos passados afirmando a importância da etologia para entendermos mais nossas ações e comportamentos.
  Tal tema na atualidade não se mostra tamanhamente pertinente, pois ultimamente têm-se comparado alguns dentre vários hábitos de animais não-humanos e humanos. Sem dúvida, Midgley foi uma grande colaboradora na Filosofia Moral e apontar sua crítica à distinção hierárquica entre homens e animais implica num melhor entendimento da imporância etológica. Desse modo, devemos explicitar o quão é especísta a afirmação cartesiana.
  Descartes, filósofo do século XVII, tinha uma concepção de homem fundamentada pelo fator racional. Sua implicância com a racionalidade hierarquizava o homem e os animais não-humanos. Para ele, a natureza humana é pensante e tal atributo que é constuitente da alma humana; é o pensamento que nos diferencia dos animais, pois o corpo humano não é uma máquina, mas sim uma união do corpo físico com uma alma sensitiva. Os animais, para Descartes, pelo fato de não serem racionais, possuem apenas o corpo físico, no qual Descartes intitula que são apenas máquinas.

Pois, examinando as funções que, em virtude disso, podiam estar nesse corpo, encontrava exatamente todas as que podiam estar em nós sem que pensemos, nem por conseguinte que a nossa alma, ou seja, essa parte distinta do corpo cuja natureza, como já foi dito mais acima, é apenas a de pensar, para tal contribua, e que são todas as mesmas, o que permite dizer que os animais sem razão que, sendo dependentes do pensamento, são as únicas que  nos pertencem enquanto homens, ao passo que achava que todas em seguida, ao supor que Deus criara uma alma racional e que a juntara a esse corpo de uma certa maneira que descrevia.
(Descartes, IV, P.55.)

  Em Descartes a natureza humana é pensante; a afirmação “penso logo existo”  é derivada de uma auto afirmação que o sujeito faz depois de uma reflexão acerca de si mesmo. O animal não-humano possui as mesmas características fisiológicas que o humano, exceto o fator racional; para Descartes o fato dos animais não possuirem a consciência de si feita pela reflexão, ou seja, do fato de não possuírem o pensamento, nem a comunicação necessária para expressar seus desejos e suas aflições, são apenas máquinas que agem de acordo com suas necessidades biológicas.

Ora, por esses dois meios, pode-se também conhecer a diferença entre homens e animais. Pois é uma coisa bem notável que não haja homens tão embrutecidos e tão estúpidos, sem excetuar mesmo os insanos, que não sejam capazes de arranjar em conjunto diversas palavras, e de compô-las num discurso pelo qual façam entender seus pensamentos; e que, ao contrário, não exista outro animal, por mais perfeito e felizmente engendrado que possa ser que faça o mesmo.
(Descartes, IV, p.61).

  O racionalista francês não nega que os animais não possuam seus meio de se comunicarem entre si; mas, na verdade, os animais não-humanos não conseguem colocar em ordem seus pensamentos, não possuem meios para expressar suas vontades. Como Descartes afirma: “E isso não testemunha apenas que os animais possuem menos razão que o homem, mas que não possuem nenhuma razão” (idem.). Então, para ele, os animais não-humanos são tratados como se fossem apenas máquinas compostas pelo corpo físico; enquanto o homem é topo de sua hierarquia, sendo composto pela união de uma alma – racional – com um corpo físico.
  Assim como muitos filósofos, Midgley criticou tal posição especísta que Descartes nos apresentou. Ela afirmou que a razão existe para a conservação do homem, assim como os chifres e as mandíbulas dos grandes felinos.

O homem, antes dos seus dias de uso de ferramentas, estava pobremente armado. Sem garras, bicos ou chifres, ele deve ter achado o assassinato uma tarefa entediante e exaustiva, e inibições embutidas contra este não foram necessárias para a sobrevivência. No momento em que ele inventou as armas, era muito tarde para alterar sua natureza. Ele se tornou uma besta perigosa.
(Midgley, II.)

  Desse modo, como afirma Midgley, o homem cria meios para se adequar e sobreviver ao meio; as armas, por exemplo, foram por ele criadas transformando-o no animal mais temido. Ora, na verdade tornou-o animal mais violento. A racionalidade que até então colocava o homem em um patamar hierárquico mais elevado não passa de um construto, assim como as armas; os animais não-humanos não necessitam disso para se adequar e se conservar no meio. A partir daí, a agressividade faz parte da natureza humana, e a racionalidade não coloca o homem num patamar acima dos animais não-humanos.

(…) a natureza e a cultura não são de todo opostas. Somos animais construidores de cultura naturalmente. Mas o que constuímos em nossas culturas deve satisfazer nosso padrão natural de motivações.
(idem.)

  Alem disso, Midgley deixa explícito que nossa diferença dos animais é, tão-somente, o fato de criarmos uma cultura para satisfazer nossa conservação, ou, ainda mais, para justificar nossas motivações, ou seja, nossos motivos, nossas razões para determinadas ações. A etologia, então, se torna de inteira importância, uma vez que não há hierarquia imposta pela racionalidade. O comportamento humano se difere dos animais não-humanos, o lobo nunca atacaria outro lobo até a morte; o homem, por sua vez, não hesita em puxar um gatilho para algum semelhante.
  Uma vez que os animais têm tantos meios de se adequar ao meio, não necessitam criar uma cultura, possuem uma natureza diferente da dos humanos; em nenhum aspecto são agressivos, atacam somente quando ameaçados ou quando vão defender seus semelhantes. A hierarquia cartesiana veio abaixo, pois os animais não são meras máquinas biológicas, seus hábitos podem ser facilmente percebidos por outro animal. A racionalidade não é mais um fator de engrandecimento do homem, quando delimitamos que a agressividade é parte da natureza humana, podemos até nos colocar como inferiores aos animais, pois, que tipo de animail que se auto denomina racional mata por prazer? Que animais seria mais violento do que o próprio homem?
  Midgley tem razão quando afirma que “comparações com elas (outras  espécies) têm sempre sido cruciais  para a nossa visão de nós mesmos” (Midgley, I.). Comparações com animais não-humanos sempre nos ajudarão a nos entendermos, uma vez que nossa racionalidade nunca nos engrandeceu; mas, muito pelo contrário, se sermos racionais nos trouxe até onde estamos – os únicos animais capazes de guerrear -, devemos reverter o especísmo que até agora utilizamos.
  Portanto, os animais não são máquinas irracionais, como queria afirmar Descartes, mas são um exemplo de que comparar seus comportamentos e hábitos poderiam nos fazer constituir uma cultura mais sólida, no sentido de sem agressividade. E, além disso, nos fariam dar o devido respeito a eles. Não somos mais evoluídos do que eles, precisamos deles para nos compreendermos mais adequadamente.

Por: Daniel T. Baseggio

Bibliografia: Descartes, R. Discurso sobre o Método. Trad.: J. Guinsburg e Bento Prado Junio, São Paulo, Editora Abril Cultural. Os Pensadores, 1979
                               Midgley, M. Beast and Man. Trad.: Regina A. Rebollo e J.H. Barone, EUA, Routledge, 2002.

 

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Diálogo com um moribundo.

Posted by Rafa de Souza em 07/11/2009

Diálogo com um moribundo.

— Mais chá?
— Sim, por favor — respondeu o garoto.
— Senta um pouquinho, ficar em pé vai te cansar cedo ou tarde.
— É chá de quê? Ah… e sobre o que estávamos falando?
O velho sorri ligeiramente e engata:
— Não me lembro mais. Essa minha memória já não é mais a mesma. E também não faz diferença.
— Como não faz diferença? Era algo importante…
— E que diferença isso faz? Logo mais você também vai esquecer e acabará um velho moribundo, como eu, se lamuriando das coisas que ficou cavucando para encontrar e que descobriu não serem tudo que esperava. Não é melhor deixar as coisas correrem mais naturalmente ao invés de tentar modifíca-las o tempo todo?
— Ué, não acha que eu perderei muito mais se esperar que as coisas venham até mim ao invés de correr atrás delas?
O rapaz toma um gole de chá, se senta e se reencosta na poltrona bem acolchoada. Agora era como se a conversa tomasse ares mais leves, quando, na verdade, se mostrava cada vez mais e mais densa. Reparava na meia-luz que entrava pela janela e refletia na xícara de chá sobre a pequena mesa. Daonde olhava era engraçado ver as cores verdes do chá se espelhando sobre o mogno.
Conforme puxava a xícara para seu colo, viu o silêncio transparente que o velho senhor exaltava. Tomou fôlego e continuou:
— De que vale uma vida direcionada por rédeas guiadas por mãos invisíveis?
De subito os olhos do velho arregalaram-se, como se aquela verdade sagrada fosse incontestável, afinal, “como poderia ser diferente”?
— O senhor acha que está tudo escrito? Me diga: não poderia ser diferente se o senhor quisesse?

 

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Carta de Excomunhão de Espinosa

Posted by Daniel Baseggio em 23/10/2009

Esse é o preço que se paga por ser diferente e original…

Tentativa_Assassinato_Spinoza

Nota do Herém que se publicou da Theba em 6 de Ab, contra Baruch Espinosa

   “Os senhores do Mahamad fazem saber a vossas mercês: como há dias que, tendo notícia das más opiniões de Baruch de Espinosa, procuraram por diferentes caminhos e promessas retirá-lo de seus maus caminhos; e que, não podendo remediá-lo, antes, pelo contrário, tendo a cada dia maiores notícias das horrendas heresias que praticava e ensinava, e das enormes obras que praticava; tendo disso muitas testemunhas fidedignas que depuseram e testemunharam tudo em presença de dito Espinosa, de que ficou convencido, o qual tendo tudo examinado em presença dos Senhores Hahamín, deliberaram com o seu parecer que dito Espinosa seja excomunhado e apartado de toda nação de Israel como atualmente o põe em herém, com o Herém seguinte: Com a sentença dos Anjos, com dito dos Santos, com o consentimento do Deus Bendito e o consentimento de todo este Kahal Kados, diante dos Santos Sepharin, estes, com seiscentos e treze parceiros que estão escritos neles, nós Excomunhamos, apartamos, amaldiçoamos e praguejamos a Baruch de Espinosa, como o herém que excomunhou Josué a Jericó, com a maldição que maldisse Elias aos moços, e com todas as maldições que estão escritas na Lei. Maldito seja de dia e maldito seja de noite, maldito seja em seu deitar e maldito seja em seu levantar, maldito ele em seu sair e maldito ele em seu entrar; não queira Adonai perdoar a ele, que então então semeie o furor de Adonai e seu zelo neste homem e caia nele todas as maldições escritas no livro desta Lei. E vós, os apegados com Adonai, vosso Deus, sejais atento todos vós hoje. Advertindo que ninguém lhe pode falar oralmente nem por escrito, nem lhe fazer nenhum favor, nem estar com ele debaixo do mesmo teto, nem junto com ele a menos de quatro côvados (três palmos, isto é, 0,66m; cúbito), nem ler papel algum feito ou escrito por ele”.

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Pesadelos

Posted by Rafa de Souza em 08/10/2009

À tarde, enquanto o sol se põe e as sombras se arrastam pelo chão, todas as coisas belas da vida se vão: a face, antes altiva, agora escura, vai-se embora com o dia, deixando somente resquícios da mais bela paixão.

O sopro do vento já não é mais o mesmo, a brisa da vida agora é tão mais sofrida… a história, já esquecida, brota das sombras das árvores, toma forma das coisas mais sórdidas e volta ao presente a fim de assombrar.

É tarde: “O mau já foi feito. Esquece teus erros, segue a vida, esquece a dor que carrega no peito: o tempo não volta. Aguenta! Nada é perfeito!”.

Às costas as trevas se expandem, mas a frente o sol quer chegar: “O dia da voltas: aguarda com paciência, não é porque está no escuro que assim vai sempre ficar”.

Mais tarde, conforme o tempo avança e os primeiros vestígios dos raios de sol já se mostram, enquanto a alma cansada descansa, os dragões do homem o transformam novamente em criança: “Combate-nos e ponha-nos de lado, somos a montanha qu’esconde teu horizonte. A dor que trazemos é passageira, então não se aflige pela moléstia que podemos causar. Somos tuas obras divinas: doma a obra que tu criaste, ponha-a de volta em seu lugar!”

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