Pensamentos em Palavras

Só mais um blog na internet…

Archive for the ‘Poesias’ Category

Para longe

Posted by Daniel Baseggio em 16/10/2011

Realizado na hora em que tudo terminou
Eu conheço essa dor
Como a lebre que foge de seu predador
Corro para longe do seu calor

Deixou a caixa de pandora aberta outra vez
Eu conheço essa dor
Você sempre estava tão longe
Aí subi num céu que não existe, que Deus nenhum fez
Longe do seu calor

Talvez o melhor seja sobreviver
Mesmo conhecendo essa dor
Meus olhos devem guiar para bem longe daqui
Longe de seu calor

Mais alto que eu possa subir
Sem crise e sem caminho para seguir
Fujo dessa dor (dentro de seus olhos)
Parado vou sucumbir (nas mentiras de suas palavras)
Voar longe do seu calor

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Um novo lar

Posted by Daniel Baseggio em 13/07/2011

Quando os sonhos encontram um novo abrigo,
longe da perturbação e da inquietação
Para trás das colinas frias onde o ar é mais puro
um paraíso perdido que o sol toca o chão.

De inicio ouvia só sua respiração
no fim da noite soube que tudo era verdade
E com um olhar o tempo parou
A lama secou deixando tudo como está

O silêncio da madrugada é quebrado novamente
As luzes do seu quarto são meu guia para te encontrar
A promessa não foi quebrada, siga em frente
O paraíso do nada lhe aguarda.

Como um pescador cheio de esperanças esperando a maré
Aguardo impaciente pelo ônibus que lhe trará
Esperando salvar o resto da sanidade perdida
Antes de partir para meu lar
onde apenas os fortes de alma estão aptos à pisar
Me acorde quando chegar

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Qualquer fim, qualquer lar

Posted by Daniel Baseggio em 23/06/2011

Haviam tantas palavras bonitas
agora elas não encontram moradia
Um paraíso contínuo e longe de tudo
é lá que tantos verbos encontra desfeixo

Poderei virar a página e escrever uma canção
ou contiunuarei vagando de coração à coração
Sem medidas ou meios
Apenas vontade nos olhos

Vontade de ser livre, ou medo de tentar?
Desejos inconstantes
ou impulsividade delirante?
Qual seu demônio?

Magina, nem penso em estar
apenas aproveito o tempo de amar
Só por um instante, um verbo, um lar
Algum outro lugar para se esconder, para morar.

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Novo momento

Posted by Daniel Baseggio em 06/03/2011

Incidentes e momentos
outro apelo do minuncioso tempo,
que se apega ao desejo e a esperança
faz do homem maduro uma simples criança
que se apega ao sonhar.

Pensar e penetrar
outra solidão enfatizada por lembrança
outra estação de frio e insegurança
Uma filosofia barata para passar o tempo.

Marcas e depredações
daquilo que um dia sorriu,
que vê e sentes noites a fio
e não se importa mais com o amanhecer.

Se há um outro dia,
então sei que não há alegria
nem magia que propaga satisfação
senão por via de minha intuição.

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é o último

Posted by Daniel Baseggio em 21/11/2010

 A última música começa,
vêm cavalgando em suas ondas furiosas
deixando para tráz rastros e cascalhos
perdida em uma consoânte atônita

 Uma última palavra, um último adeus
uma nova chance para se aventurar na tormenta
montar na próxima onda do mar
e assim a árvore começa a enxergar

 Como poder olhar em seus olhos?
 Como fixar meu cérebro em não viajar?
 Como voltar pelo mesmo caminhar?
 
 Olhe, veja o que eu quero lhe mostrar:
sinta o meu jeito de falar da vida…
ela está perdida assim como a última lembrança,
que destruída e em ruína as esperanças.

 E enquanto rola a última ceia, a última música viaja;
e na sua última palavra, desgraçada, invalidou meu dia;
o último adeus deixou aquela velha e última lembrança:
 – que o dia da última injúria já passou – falou o último homem livre!

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quando entardecer

Posted by Daniel Baseggio em 12/10/2010

 Lobo ou cordeiro, o que quer que seja
está a imaginar outro lugar;
onde quer que este possa sonhar
 Imagino onde minha alma alcança
o timbre perfeito na onda elevada

 Quer seja, sejas tu bela
que guarda minh’alma, sejas eterna
 Neste amanhecer indomável que traça o dia
 Sejas tu que guarda meus devaneios
traga de volta a criança de outrora
  E diga que sonha agora.

 Acorde, quer dizer viva;
sonhe e sinta o que condença
 A fibra daquilo que te aquece
Sinta e lembre sempre daquele
que abarca com seus medos quando entardece.

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o remédio contra a distância

Posted by Daniel Baseggio em 26/09/2010

“Basta crermos na estação das paixões,
olhar para cima e sentir a fina garoa.
 Vamos estar parados ao nada,
naquilo que não mais te magoa.

 Cruel desamparo da solidão,
saída última para a descarga,
ou uma doce ilusão?
 O que pensar nos dias frios?

 Devia imaginar o quão triste é lá fora;
embora eu saiba que ela ainda está magoada,
não deixo que ela parta nem que fique abalada.
 Tenho o elixir que vai trazê-la.

 Santo remédio és tu, amor.
 Falo para Eros, não pare;
agora a esperança chegou, sem mais dor.
 Traz a minha amada de volta para esta estação,
onde só seu sorriso impede a devastação.

 Sem surpresa, arrependido cão sujo.
 O amor veio com os olhos dela,
com cada lágrima e choro no escuro.
 Você tem para ela a surpresa mais bela:
todo amor do mundo em apenas uma pétala.

 O remédio da distência está todo no coração;
no amor mais puro, em toda sua imensidão.
 Nos levará a felicidade e para a eternidade,
basta segurar minha mão”.

…ela tem todo o arrependimento, sentimento cruel e que nos faz crescer…ela tem tudo o que pode sonhar, porque é ela.

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Outro entardecer

Posted by Daniel Baseggio em 12/07/2010

” Eu sinto no amanhecer um cheiro de relva,
talvez seja o odor da dor do outro dia;
 Dor esta que não se espalha e condiz,
traz a impossibilidade de eu ser feliz.

 Conduzo o carro com velocidade,
subo na calsada, assim, talvez, eu veja minha amada.
 Depressa como um raio desco e capoto,
tão logo se apresente ao sol, como um doce mel.

 Já é meio dia e meus pensamentos mudaram de endereço,
talvez agora eu mate o monstro sem nenhum apreço.
 Ou eu o deixe viver mais um pouco comigo,
só para testar minha solidão, longe de meu amigo.

 Bate a brisa do entardecer, e agora?
Consolido meus pensamentos em direção ao nada.
Naquele dia em que tudo parou, vi pela ultima vez….
as lágrimas da mulher amada.

 De que vale tudo isto? Sigo isento de juizo!
Não penso nas horas que virão…
somnte no coração que parti em vão.
Neste ultimo entardecer espero,
que você jamaisirá me esquecer”

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Poesia Morrison II

Posted by Daniel Baseggio em 09/05/2010

PISTA DO MEIO DIA

“Diz-lhes que vieste, viste & me olhaste
nos olhos, & viste a sombra
do guarda a afastar-se
Pensamentos a tempo & fora de época
Aquele que pedia boleia ficou na berma da estrada
& estendia o polegar no calmo cálculo da razão

(passa um carro)

Porque gira a minha mente à tua volta?
Porque  se perguntam os planetas como
Seria estar na tua pele?

As tuas promessas ternas e selvagens eram paleio
Pássaros, num voo sem fim
O teu cão continua perdido nos bosques gelados
ou correria para ti
Como pode correr para ti?
Sangrando desorientado na neve
Continua a farejar os portões & procurando
Nos estranhos o teu cheiro
que recorda muito bem

Vês a lua a tua janela?
A loucura ri?
Ainda podes descer ao banco de rochedos
ao fundo da praia sem ele?

Fotografia de Inverno
o nosso amor corre perigo
Fico a pé toda a noite, a fumar a conversar
Recordo os mortos & espero amanhã
(Voltarão os nomes & os rostos dos que me eram chegados
Terá a floresta de prata fim?)

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Poesia

Posted by Daniel Baseggio em 09/05/2010

“Poesia, oh diga-me onde ela está;
Sentir a relva pelos seus cabelos;
Em olhos teus perder-me.

Poesia, diz o que preciso;
Nos seios e no conforto, distinto amigo;
Acabo de me levantar e escrevo;
Diga-me: onde ela está?

No longínquo lugar, depois do sol;
Alí onde perto quero ficar;
Proclamar a poesia em teus ouvidos;
Enquanto os sentidos não me atrapalhar;
Quero me entorpecer com seu olhar;
Poesia, diga-me onde ela está.

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