Pensamentos em Palavras

Só mais um blog na internet…

Para longe

Posted by Daniel Baseggio em 16/10/2011

Realizado na hora em que tudo terminou
Eu conheço essa dor
Como a lebre que foge de seu predador
Corro para longe do seu calor

Deixou a caixa de pandora aberta outra vez
Eu conheço essa dor
Você sempre estava tão longe
Aí subi num céu que não existe, que Deus nenhum fez
Longe do seu calor

Talvez o melhor seja sobreviver
Mesmo conhecendo essa dor
Meus olhos devem guiar para bem longe daqui
Longe de seu calor

Mais alto que eu possa subir
Sem crise e sem caminho para seguir
Fujo dessa dor (dentro de seus olhos)
Parado vou sucumbir (nas mentiras de suas palavras)
Voar longe do seu calor

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pensamentos pós meia noite – parte II

Posted by Daniel Baseggio em 17/09/2011

Não saber do amanha é pensar que ele será diferente do hoje!!!

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Um pensamento pós meia noite!!!!

Posted by Daniel Baseggio em 17/09/2011

Basta um ponto de pressã sobre aquilo que se constroí constantemente
para chocar toda uma estrutura sólida.
Uma onde de choque que leva tudo conquistado para a parede…
O melhor será se habituar nesse meio, enquanto perdure o próprio espanto;
mas, o melhor está por vir.

Enquanto eu mesmo me parto, pensando coisas, solitário.
Eu sei que no decorrer da madrugada uma risada será ouvida;
você se sentirá em casa novamente.
Assim que perdoar seu lado de criança, que só tende a conhecer.

Detono comigo mesmo, pode ser até uma rebeldia.
Não acredito, nem lembro do ocorrido…
Prefiro me ausentar no silencio em que já estou,
do que tentar reparar aqueles dias…

Não se muda o que já é, aquilo que se manifesta no seu ser é!!!!!
Sem remorso, sem gratidã.
É a  realidade!

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Um novo lar

Posted by Daniel Baseggio em 13/07/2011

Quando os sonhos encontram um novo abrigo,
longe da perturbação e da inquietação
Para trás das colinas frias onde o ar é mais puro
um paraíso perdido que o sol toca o chão.

De inicio ouvia só sua respiração
no fim da noite soube que tudo era verdade
E com um olhar o tempo parou
A lama secou deixando tudo como está

O silêncio da madrugada é quebrado novamente
As luzes do seu quarto são meu guia para te encontrar
A promessa não foi quebrada, siga em frente
O paraíso do nada lhe aguarda.

Como um pescador cheio de esperanças esperando a maré
Aguardo impaciente pelo ônibus que lhe trará
Esperando salvar o resto da sanidade perdida
Antes de partir para meu lar
onde apenas os fortes de alma estão aptos à pisar
Me acorde quando chegar

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reflexões – parte 01

Posted by Daniel Baseggio em 26/06/2011

Muito do que você transparece é o que realmente você é; mesmo se você tenta ludibriar sua própria aparência saiba que, mesmo tentando, só engana a si mesmo..

Não tente mudar o mundo, mude primeiro a forma de como você se vê….

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Qualquer fim, qualquer lar

Posted by Daniel Baseggio em 23/06/2011

Haviam tantas palavras bonitas
agora elas não encontram moradia
Um paraíso contínuo e longe de tudo
é lá que tantos verbos encontra desfeixo

Poderei virar a página e escrever uma canção
ou contiunuarei vagando de coração à coração
Sem medidas ou meios
Apenas vontade nos olhos

Vontade de ser livre, ou medo de tentar?
Desejos inconstantes
ou impulsividade delirante?
Qual seu demônio?

Magina, nem penso em estar
apenas aproveito o tempo de amar
Só por um instante, um verbo, um lar
Algum outro lugar para se esconder, para morar.

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Ao companheiro mal-agouro

Posted by Rafa de Souza em 13/06/2011

E se ouvisses as coisas da tua morte em própria vida?

E se um decaído do Céu te abraçasse afim de consolar teus tormentos presentes e futuros?

E se tua alegria abandonasse os teus passos só para ver-te em mágoa?

E se teus dias te fossem doridos mais que a brasa fervente nos olhos?

E se dissessem que o amor de seus quereres te fosse embora sem dizer adeus?

 

O peso dos pesos é o passado que teima em ficar;

É a roda infindável dos dias;

Um Prometeu sob a ira dos deuses.

 

– A morte como consolo, acaso quererias?

 

RAFAEL DE SOUZA

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Atenção camaradas!!!

Posted by Rafa de Souza em 06/04/2011

Amigos filósofos, estava apresentando o nosso blog a um camarada e Professor de história que conheci aqui no colégio que dou aula, seu nome é Gerson. E ele queria a nossa opinião acerca do seguinte tema:

Qual é a nossa visão a respeito do materialismo histórico (marxismo)? Ele gostaria de saber principalmente a opinião do Daniel (Salve, Dan!) e gostaria de saber mais sobre a opinião de racionalidade, sendo que a visão da racionalidade moderna está baseada no que as elites intelectuais consideram como racionalidade.
Raciocinamos por nós mesmos, ou pelo que os “grandes” intelectuais acreditam ser racional?
Para ser racional é necessário tempo e capital. Sendo assim, será que a classe trabalhadora tem esse tempo para ser racional?
Será a racionalidade previlégio de alguns?

Rapaziada… temos um problemão aqui!!!

Abraço!!! E me ajudem a responder com claridão!!!

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Dores, pesares e todo o mais…

Posted by Rafa de Souza em 21/03/2011

Acorporado

 

Era uma tarde cinza, fruto de uma manhã triste e igualmente cinza. Uma tarde após um dia de trabalho maçante e nada produtivo. Uma tarde cuja chorosa luz, por puro capricho, penava em seder seu lugar à noite de promessas frias e lancinantes.

Recebera, nessa mesma tarde, um telefonema nada confortável e sentiu-se ainda mais sufocado e oprimido naquela atmosfera densa:

 – Não venha. Preciso pensar.

Sempre temera frases curtas. Dessa vez o temor associou-se ao desespero. Acometido por uma terrível melancolia, escondeu-se em um cigarro intragável que empesteava o banheiro coletivo com uma fina neblina deprimente.

Lavou o rosto. Olhou-se no espelho. Notou-se mais velho. Lembrou-se da voz quase robótica ao telefone. Perdeu-se no tempo. Odiava ainda mais as frases curtas.

Voltou ao trabalho. Filósofo, esforçava-se quase ao infinito para lecionar. Lia Nietzsche – a tarde cinza vinha a calhar. Atrapalhou-se com as frases. Do além-do-homem restava-lhe muito pouco ou quase nada. De seus alunos ouviu uma ou duas frases rancorosas e sentiu-se pesadamente liberto: organizou seus livros, e sonoramente, passo após passo, foi-se da aula sem alarde e sem o “muito obrigado” já tradicional.

Sentou-se no carro como quem lança-se sobre um colchão. Sentia a tensão que ofuscava-lhe a dor. Movia-se com vagar. Trafegava como um ébrio, mas destinguia tudo ao seu redor – sabia o que era o outro, só não sabia o que era seu.

Quando a luz cinzenta da tarde entregou-se insolúvelmente ao negrume da noite vazia, chegou-se em seu sofá. Acompanhou-lhe a Vodka, já tão amiga. Lembrou-se da correspondência: algumas frases embaralhadas era tudo o que destinguia. Deixou-se estar. Forçou-lhe o sono. Pestanejou como quem luta contra um mal sem cura, mas sucumbiu ao fim.

Teve uma ou duas horas de sono confuso. Despertou-lhe, estridente, o telefone:

– Está tudo pensado. Vou-me embora de ti. Boa noite.

Calou a voz. Pensou em matar-se. Pensou em matar. Pensou…

            Programou seu relógio para as seis da manhã. Levantou-se, tomou um café sem data que amargalhou-lhe a língua. Ensaiou grande fúria, esboçou revolta. Trancou-se no mundo. Deu partida no carro. Sujeitou-se ao chefe. Deu bom dia à classe e abriu os silogismos de Ciorran na página sete.

Anos mais tarde deixou o niilismo. Lembrou-se da voz. Consolou-se com  Cristo – engoliu sua ira. Morreu de velhice.        

 

Rafael de Souza

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Novo momento

Posted by Daniel Baseggio em 06/03/2011

Incidentes e momentos
outro apelo do minuncioso tempo,
que se apega ao desejo e a esperança
faz do homem maduro uma simples criança
que se apega ao sonhar.

Pensar e penetrar
outra solidão enfatizada por lembrança
outra estação de frio e insegurança
Uma filosofia barata para passar o tempo.

Marcas e depredações
daquilo que um dia sorriu,
que vê e sentes noites a fio
e não se importa mais com o amanhecer.

Se há um outro dia,
então sei que não há alegria
nem magia que propaga satisfação
senão por via de minha intuição.

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