Pensamentos em Palavras

Só mais um blog na internet…

Archive for Março, 2010

Para desamor

Posted by Daniel Baseggio em 29/03/2010

“É tão mesquinho afirmar que está tudo bem
E se enclausurar nesta definhadora solidão
O amor hora encontrada em cem
Agora parece incluso nesta colocação
Ora, Pink tinha razão
Esses tijolos do muro me separam de ti
Sua falta, sua demanda, minha busca em vão
Meu amor, meus versos, minha última estação
Não preciso de vermes me ondulando
Não preciso de lágrimas ou risos me comovendo
Quando ele quebrar espero estar viajando
Pois, caso contrário acabarei morrendo
Esse muro está quase erguido
Ninguém saberá desse meu julgamento
O andamento dessa melodia
Que entre o dia me traz o lamento
Agora o vento, o muro e meu coração partido”.

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;)

Posted by Myrna em 27/03/2010

“Meu conselho para quem quer ter uma criança sadia e feliz é mantê-la o mais longe possível de uma igreja. Crianças são ingênuas e confiam em todo mundo. Escola já é ruim mas se levá-la para a igreja, então está querendo mesmo problemas.”

Frank Zappa

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Elis Regina: O Bebado e A Equilibrista

Posted by Myrna em 27/03/2010

Maravilhoso…

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Aforismo

Posted by Myrna em 27/03/2010

Aproxima-te da vida para ler poesia e condena-te a ti mesmo à morte para escrevê-la.

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Bacon – Prefácio ao Novo Organum

Posted by Daniel Baseggio em 25/03/2010

 Uma bela aula introdutória…

 Bacon, em sua obra o Novo Organum, critica os dogmáticos e os antigos pensadores que acreditavam conhecer a natureza por completo; acreditavam que seu conhecimento estaria acabado, por exemplo os aristotélicos. Esses, os alvos da crítica baconiana, não investigavam a natureza de maneira adequada. Mesmo os céticos, opostos aos dogmáticos, não avançavam com sua ataráxia; a chamada acatalepsia cética se refere ao pirronismo, a negação da possibilidade de alcançar a verdade, gerando  a indiferença tranquila e desapaixonada que caracterizava um certo número de filósofos. Em Bacon a duvida pensante é incontornável na busca do conhecimento.
 O método baconiano é fácil na teoria, mas, difícil na prática. Consiste principalmente em estabelecer os graus de certeza introduzindo a exeperiência, a percepção e a conceitualização. Bacon acredita que o alcance do método vêm depois que nos livramos dos Ídolos (preconceitos). A primeira parte de sua crítica baseia-se na teoria dos Ídolos; o autor fará um diagnóstico da mente para construir uma positividade; deve haver um conhecimento vinculado à natureza e não isolado dela. A filosofia da natureza deve se apoiar na própria natureza; nisto consiste parte de sua crítica aos dogmáticos ( na desvinculação do homem com a natureza).
 A ciência deve produzir uma nova natureza. Deverá criar instrumentos e processos para a reflexão da natureza; há no homem um poder para criar condição para novas naturezas, em Descartes, o homem é senhor da natureza; o método baconiano é, sem duvida, inovador.
 A filosofia proposta por Bacon, o autor mesmo adverte, terá traços de retórica e não será para o senso comum; servirá de exemplo para o futuro.
 Encontramos em sua obra dois métodos: o primeiro sujere o cultivo das ciências, método proveitoso pelo acesso à natureza pela ação; o segundo para a descoberta científica. A antecipação da mente se refere ao cultivo das ciências. A interpretação da natureza se refere à decoberta da ciência; desse modo, Bacon criará novas naturezas devido a interpretação da experiência.
 Portanto, para fechar o prefácio da obra, o autor nos afirma que os homens devem restaurar o saber e as ciências. O Livro I será feita a crítica à filosofia sancionada, desmontando a teoria dos Ídolos; o Livro II mostrará a filosofia afirmativa e positiva de Bacon.

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A questão teológica subjacente na filosofia de Bacon

Posted by Daniel Baseggio em 09/03/2010

 

O problema que encontramos explícito na filosofia de Bacon, de cunho teológico, advém desde a tradição e consiste na seguinte pergunta: como reconquistar o domínio da natureza, depois da corrupção do homem ao pecado original? Trata-se de compreender a interdição sobre o homem de compreender a natureza devido o pecado original estar impresso nele.
 No âmbito metafísico e teológico é o pecado original que impede que o homem possa conhecer a natureza. Paolo Rossi, comentador de Bacon, apresenta referências bíblicas presentes na filosofia baconiana; por exemplo a chamada PARASERVE (prescrição do sábado) e a BENSALEN (nome da ilha da Nova Atlântida); “as obras e as atrações têm fundo metafísico e religioso“.
 O motivo do pecado, apresentado por Bacon, consiste na tentação da pretensão de igualar o conhecimento com o conhecimento divino, pelo conhecimento do bem e do mal. Foi estimulado pela oportunidade do saber e, por isso, foi punido com a separação de Deus devido o pecado se inserir na natureza humana. Então, o problema está na pretensão humana à ciência do bem e do mal; o problema se encontra no âmbito ético.
 Antes do pecado o homem tinha capacidade de refletir a natureza, com a queda veio a corrupção. Isto afirma Bacon:

Pois a mente do homem está longe da natureza de um espelho claro e liso, onde os raios das coisas deveriam refletir de acordo com a sua verdadeira incidência: não, é como um espelho encantado cheio de superstição e impostura se ela não for liberada e corrigida.
(Advanced of Learning)

 Em minha interpretação da passagem, quando o homem era um “espelho claro e liso” havia-se um pleno conhecimento da natureza; a “reflexão” mostra a imagem nítida da natureza, sendo de acordo com o que é porque ele é “liso“; quando o homem se torna um “espelho encantado” apresenta uma forma errônea e mesclada de um juízo cheio de preceitos para com a natureza; é fundada na “superstição” quando estamos inclinados em nossos próprios prejuízos, implicando, assim,  numa “impostura” fundamentada em método para acarretar conhecimento da natureza. Uma vez “liberada” a mente dos prejuízos, está corrigida a volta para o método do “espelho liso“, ou seja, sem essa inclinação errônea de conhecer a natureza podemos fundar um método longe dos prejuízos e do pecado original.

O verdadeiro fim do conhecimento é a restituição e a restauração do homem à soberania e ao poder que ele tinha no primeiro estágio da criação. Para falar com clareza e simplicidade, esse fim consiste na descoberta de todas as operações e probabilidades de operação: desde a imortalidade até a mais desprezada arte mecânica.
(Idem)

 Bacon, portanto, faz uma distinção entre filosofia e teologia: a teologia está relacionada com a palavra de Deus; a filosofia está relacionada com as obras de Deus. Do ponto de vista do homem à obra, só esta pode ser conhecida; enquanto as causas primeiras, a verdade, a vontade de Deus, é inalcansável. A penas conhecemos os efeitos da obra de Deus. Pela fé e pela religião o homem pode recuperar a justiça perdida antes com a corrupção; pela nova filosofia, o homem recupera o conhecimento das segundas causas, os objetos da natureza. Tudo isto a partir da instauração do novo método baconiano.

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Introdução à Filosofia de Bacon

Posted by Daniel Baseggio em 08/03/2010

Francis Bacon (1561 – 1626) nasceu em Londres, estudou em Pambridge, ocupou vários cargos importantes, como: advogado da coroa e fiscal geral. Em 1618 foi nomeado lorde chanceler e barão Veruliano; em 1621 foi nomeado visconde de St. Albansen. Entretanto, foi preso e acusado de extorsão.
 Sua principal obra foi o Novum Organum (1621) onde colocava uma nova lógica com um novo instrumento, contrapondo o organum de Aristóteles. Bacon pretendia desenvolver um novo método visando atingir os fenômenos da natureza e, com isso, substituir a antiga ciência por uma nova e operante.
 A chamada INSTAURATIO MAGNA consiste numa obra de operação de restauração científica; contudo, esta têm um estilo religioso: antes do pecado, os homens conheciam perfeitamente a natureza; com a queda, o homem e a natureza se corromperam. Essa passagem inclina-se para algumas questões: como recuperar o estado original da mente humana? Onde está a capacidade de conhecer a natureza das coisas?

Pois o homem, pela queda, caiu ao mesmo tempo de seu estado de inocência e de seu domínio sobre a criação; ambas as perdas, contudopodem ser em parte remediadas ainda nesta vida; a primeira pela religião e fé; a segunda pelas artes e ciências. (Novo Organum)

 A segunda parte do Novum Organum se dedica na derrubada do instrumento antigo de ciência; ao invés dos Silogismos, que antes eram comumente aplicados, Bacon propõe a verdadeira Indução. De primeira instância devemos nos afastar daqueles conhecimentos fundados em preconceitos e prejuízos, estes que atrapalham e obstruem a aquisição de conhecimento.
 Para tal é necessário que se faça uma experimentação histórica do fenômeno do Universo, ou, uma História Natural; na visão baconiana, é distinguido a escrita apenas para o deleite – que é inútil para a ciência -, daquela que é necessariamente a escrita científica – que é concepção constituínte para a organização da nova filosofia.
 Bacon propõe também uma escalada para o intelecto. Sendo como metodologia, os ensaios e testes antes do amadurecimento para a nova ciência. Seu método nos mostra como passar dos axiomas às formas.

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